Tive a semana de folga, fiz porra nenhuma da minha vida, incluindo coisas da faculdade; BUT! Não posso estender isso para sempre, então aproveitei para revisar o capítulo do Mouri e postar no Spirit e trazer para a scan a continuação da história =D

Lembram que estamos no caso do Hakase? Faz tempo né… Muito tempo… Mas um pedacinho para apreciarem, talvez consiga postar mais depois u.u


             Em uma disparada frenética, Conan e Hakase se encontraram em meio à floresta com os irmãos Aoyama que também seguiram em direção aos gritos de terror. Atrás deles vinham Tanaka Kana, que com uma lapada de uma câmera guiou a animada Ikeda Himeko para o local.

             – O que está acontecendo? – Questionou a mulher baixinha.

             – Não sabemos ainda. – Complementou Hakase. – Mas eles devem saber… – Ele direcionava sua fala aos irmãos que cobriam a visão do que tinha a frente.

             Conan tentou passar por entre os irmãos, mas o Niro ao perceber a criança tentando ver o que acontecia, o segurou nos braços e tampou seus olhos. Ele o levara para longe do ocorrido com seu imenso corpo. Consequentemente, dando espaço para que os outros vissem Stuart Armstrong se sacudindo loucamente tentando expulsar um enxame de abelhas de si. Ele lutava freneticamente e as vezes soltava um grito de dor.

             – Meu deus! – Exclamou Himeko. – O que a gente faz?! Temos que salvar ele!

             O Conan tinha sido levado para longe, mas entendeu que ainda tinha como algo ser feito pelo o que ele ouviu. O problema é que, não importava o quando ele lutasse, Niro não o soltava, e aparentemente, iria levá-lo de volta para o acampamento nesse passo. Hakase não pode impedir, porque seria estranho tentar evitar a ação benevolente do Aoyama de retirar a criança do perigo.

             Então tinha que ser o Hakase a salvar o homem, ou pelo menos assim ele pensou. Como espantar as abelhas? Normalmente o simples ato de o homem estar se desesperando já era um grande erro. E eles não poderiam chegar perto cegamente, porque traria o perigo para eles.

             Mas foi a Kana que pensou em algo para se fazer. Com a lanterna da câmera, que é extremamente forte e quente, ela buscou folhas secas para iniciar uma pequena chama. E sacrificou o próprio casaco para criar um tipo de tocha presa a um pequeno galho grosso. Com essa tocha ela iria se aproximar e espantar as abelhas. Mas teve a tocha roubada por Ichiro que preferiu assumir o risco. Aos poucos, cobrindo levemente os olhos ele foi se aproximando do velho que já tinha caído em posição fetal. Espantando as abelhas que voaram a longe.

             Agasa e as duas estudantes chegaram perto para ver o velho homem completamente inflamado de picadas, inconsciente. Ichiro jogará a tocha no chão e a cobriu de terra, apagando-a. Depois ele pegou o resto do casaco e devolveu para a Kana com um “Bom trabalho e… Bem…”; Ela entendeu a intenção e agradeceu.

             Hakase perceberá um envelope jogado no chão e tentou pegá-lo disfarçadamente, mas a agitada Himeko percebeu e questionou o que era. O homem sem jeito disse que era um envelope, mas era melhor ver depois (Na esperança dela esquecer sobre o assunto) e que no momento era melhor levar o Armstrong para uma barraca para tentar cuidar de seus ferimentos. Concordando com a ideia, as estudantes voltaram para a própria barraca, pegaram um colchão e pediram a ajuda do Niro que estava discutindo com o Conan para que a criança não saísse da barraca, independente de quão preocupada ela estivesse.

             No fim, Conan ficou para trás, o que fez Haibara questionar a escolha e vir conversar com ele.

             – Está tudo bem deixar o Hakase sozinho? – Questionou ela preocupada.

             – Obviamente não… Mas é melhor por hora só esperamos eles voltarem… – Disse ele enquanto encarava a barraca dos que ficaram para trás.

             Gukuru Ino estava na entrada da barraca cuidado Ito Sayaka que aparentava estar pior. O casal Furuzaki estavam se abraçando ao lado da barraca enquanto Tomoe rezava para que não fosse nada sério. A barraca do pescador estava apagada e sem sinal de vida.

             – Qual o significado disso…? – Conan se indagou pensativo.

             – Kudo-kun, quem é o suspeito? – Perguntou a Haibara tentando entender a grande dúvida que cobria o parceiro.

             – Stuart Armstrong… – Disse ele sem retirar a interrogação da face. – A primeira vítima.


             O grupo traria o homem em um estilo de maca improvisada. E colocariam na barraca do Hakase por um tempo. Tomoe estava aplicando os primeiros socorros. Eles se reuniriam em frente as barracas para discutirem o que fazer. Mas antes disso Agasa em um sussurro rápido disse o que tinha ocorrido. Ele ia entregar o envelope, mas a líder das estudantes Ino chamou a todos.

             – Aparentemente tivemos um acidente infeliz com uma das pessoas do acampamento. Sei que isso deve perturbar a todos, mas devemos manter a calma e decidir por hora como prosseguir. Estamos no momento no meio da montanha Kuroyama, então seria interessante entramos em contato com uma ambulância, já que não estamos longe da cidade. – Ela disse isso olhando para a vice Ikeda que pegou o celular e o levantou para que todos vissem que ela faria a ligação. – Enquanto a ajuda não chega, nós teremos que administrar os cuidados ao homem para evitar o pior. A senhora Furuzaki já administrou os primeiros socorros, porém como não sabemos exatamente os cuidados que devem ser feitos para esse caso, só isso e a observação está sendo feita. Outra coisa que… – Ela foi cortada pelo chamar de Ikeda que chegou perto dela com o celular. Ino fez uma cara complexada, mas tentou manter a pose confiante e poderosa de líder. – Alguém teria um telefone com sinal?

             Com essa pergunta, todos pegaram o celular, inclusive a Ino e verificaram por um sinal de telefonia, eles ficaram levando o telefone ao ar e andaram um pouco em círculos. Mas nada…

             – Isso é de fato problemático… Bem… Façamos da seguinte maneira então. Quem veio para cá de carro? – Hakase, a própria Ino, Hugo, provavelmente o Nagazaki que estava sendo “importunado” pela tímida Kana com as perguntas e ordens da veterana e o incapacitado Stuart eram os motoristas do local. – Bem, senhor… Agasa? Poderia descer a montanha e buscar ajuda médica? Nós ficaremos de olho nas crianças para você enquanto isso.

             Agasa concordou de automático, o que fez a Haibara girar seus olhinhos em descontentamento, mas Conan permanecia concentrado prestando atenção em todo mundo. Não demoraria muito para o Hakase voltar correndo.

             – O-o que aconteceu? – Perguntou Ino perdendo um pouco sua postura.

             – Os… Os… Carros… Estão com… – Hakase ergueu o corpo para tentar pegar ar. – Com os pneus… Furados…

             – O que… Você disse?! – Ino ficará pálida. Ela e Hugo correram para o local onde os carros tinham sidos deixados, e de fato, todos os carros estavam com os pneus furados. Eles voltaram e novamente uma reunião tinha sido feita. Mas dessa vez a Ino não conseguia pensar em uma boa ideia além de mandar um dos irmãos, que estavam acostumados a subir e descer a montanha, a irem atrás de ajuda. A questão é que estava tarde da noite, além disto ser naturalmente perigoso, algo muito estranho estava ocorrendo ali.

             Nesse momento Hikeda lembrou-se do envelope que o Hakase achará e pedirá para que ele lê-se. Ele o abriu e leu primeiramente em silêncio, ficou pálido e boquiaberto. Com os olhos arregalados ele encarou a todos ali presente e até pensou em passar o envelope para o amigo que o encarava preocupado. Mas se conteve.

             – O que está escrito! – Gritou Ino já perdendo a pose.

             – Erm… – Piscando incessantemente, Agasa coçou a garganta e começou a ler em voz alta:

             “Queridos campistas,

             Vamos brincar? Nesse lugar temos 17 pessoas, contando com as crianças. Um número impar, um número mágico. Nessa brincadeira eu, o lobo mal, o demônio vermelho, o assassino, irei matar um a um durante esse final de semana. Vocês não possuem rota de fuga comum. Tenham certeza disso. Apesar de só eu estar caçando, não significa que não há alguém de olho. No fim dessa nossa diversão, se tiverem mais sobreviventes que mortos, a vitória é de vocês, caso contrário a vitória é minha. Caso vocês ganhem, eu me entrego à polícia, caso vocês percam todos serão mortos. Ah, caso me capturem antes do fim do jogo, considerarei um empate. Eu comecei tirando o que parecia o mais trabalhoso, um ex-militar.

             Mas espero que não se importem que eu use dele para matar mais um não é mesmo?

             Assinado,

             O demônio vermelho.”

             Ao terminar de ler essa mensagem em voz alta, Hugo correu para sua mulher ofegante. Ela ainda estava sentada ao lado do Stuart tentando acalmá-lo. O velho americano estava muito agitado se contorcia muito. Hugo retirou sua mulher da barraca as pressas, sem que ela entendesse o motivo. Assim que os dois saíram, todos do acampamento ouviram um urro de terror, e da barraca o velho homem, inchado pelas picadas, com as pupilas completamente dilatadas, restos do vômito no canto da boca, pálido com exceção das regiões rosadas das picadas e um início de cianose no rosto, respirando pesadamente e balançando o corpo em agonia como se tentasse expulsar algo.

             – Ele está tendo alucinações. – Disse Haibara assustada.

             A sua aparência anormal, seu estado de loucura, trazia muito medo às pessoas ali presentes. Conan pensou em pô-lo para dormir, porém Haibara o impediu devido às misturas químicas e efeitos de alta dosagem.

             Armstrong começou a tentar agredir a todos que estavam ali, avançando furiosamente enquanto babava seu próprio vomito. Todo mundo fugia gritando, Ayumi estava chorando enquanto era protegia pelo Genta e Mitsuhiko dentro da barraca.

             “Tch… A situação está fora de controle, tenho que derrubá-lo.”

             Conan agachou para chutar uma de suas bolas no homem, mas Nagazaki foi mais rápido e o nocauteou com uma paulada forte da vara de pescar. Stuart se contorceu no chão, segurando o peito em dor, e até chorou, mas sua luta constante o levou a seu último suspiro…

             Morrendo ali, na frente de todos, como um ogro inchado, velho, com a pele cheia de cores mortas. Todos aparentavam estar assutados, apavorados mais precisamente. Eles se esconderiam em suas barracas após Hugo, Niro, Ichiro e Rakase enterrassem Stuart. Eles estavam presos em uma montanha com um louco psicótico… Um que usaria das picadas das abelhas para esconder uma dosagem forçada de ópio em um velho soldado.


             – Kudo… Porque o Stuart era o suspeito? – Perguntou Haibara enquanto ambos se escondiam na barraca do Hakase e de olhos abertos para a barraca onde as crianças dormiam.

             – Porque ele mentiu quando disse que era fluente em japonês… E agora também sei que mentiu sobre ser um ex-soldado…

             A garota arregalou os olhos em surpresa, e o pequeno detetive respondeu a expressão:

             – Quando eu disse “Hai hai…” ele interpretou como eu sendo sarcástico. Se ele fosse fluente em japonês, sendo americano e ex-soldado, ele poderia entender como desanimo, não sarcasmo, e exigir de mim animo. Afinal de contas, “Hai hai…” parece com “Hi hi” em inglês…

             – Por isso você deduziu que ele não era fluente? Mas isso não necessariamente direciona a não ser um ex-soldado…

             – Um ex-soldado vindo para montanha manter a forma não pegaria crianças para coletar lenha. Mesmo que fosse com o pretexto de mantê-las saudáveis. Isso já era bastante estranho, creio que ele simplesmente não conseguir agachar… Mas o que me deu a certeza foi o que o Hakase contou sobre como ele agiu ao ser atacado por um enxame de abelhas…

             – Em completo desespero, se sacudindo para todos os lados, entrando em posição fetal no fim… – Relembrou Hakase.

             – Um ex-soldado saberia que no mínimo, deve manter-se a calma em um ataque desta magnitude, tampar o rosto e, correndo em zig-zag, buscar o rio… Que não estava muito longe… Existem outras medidas, mas essas são as mais básicas e famosas… Mas ele não sabia nem disso…

             – Então ele era um homem velho vivendo um sonho, creio eu… – Finalizou Haibara em uma expressão triste…

             – E nós estamos vivendo um pesadelo… O parceiro de Kuro estipulou as regras particulares do seu jogo… E elas incluem uma contagem… Odeio admitir, mas vamos atrás do empate Hakase… Quanto mais cedo capturarmos ele, menos vidas estarão em perigo…

             – Entendo, e concordo. – Disse Hakase, que impediu Haibara de se manifestar. – Quando adquirirmos o empate, terei que fingir minha própria morte. Garanta a segurança da Ai-chan e das crianças depois disso Shinichi…

             – Não precisava pedir meu amigo… – Confirmou Conan seriamente olhando para as crianças.

             – Como assim?! Nessa situção não deveríamos simplesmente focar na vitória?! Evitar que mais alguém morra! – Reclamou ela incrédula.

             – Haibara, o que impede do “Demônio vermelho”. De simplesmente matar alguém agora, enquanto falamos?

             Ela ficou pálida e entendeu… Só era possível impedir o “demônio vermelho” sabendo quem ele era e capturando ele antes da próxima vítima…


Capítulo III

Agasa Hiroshi

Case Part


Terminei aqui a introdução! Espero que tenham gostado =V
Edit.:
Fui-me lembrar só agora…
2.014 palavras
157 linhas
7 páginas
10.268 caracteres
=V

3 thoughts on “Um tempo para escrever, um tempo para postar!

  1. então……alguém ta vendo algum anime da temporada?

    …..boa sorte com a fic :v

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