Histórias

Continuando a Fic

De pouquinho em poquinho o cavalo cai no buraco… Não pera…

Dando continuação ao capítulo do Takagi. Não sei se tem alguém lendo, além da Rain (olá Rain); mas ainda assim, como prometi, estou tentando seguir atualizando a Fic. Será que ela chegará a o fim que tanto planejei e sonhei?


Mais um dia no departamento de polícia, mais uma quantidade absurda de casos aleatórios. Cada caso que via para a mesa de algum oficial, um suspiro era solto. Pessoas correndo para lá e para cá. A situação em Tokyo estava tão caótica, que policiais de outras províncias vieram para o auxílio, e mesmo assim, parecia que faltava mão de obra.

O barulho interno era tão grande que era difícil ouvir o próprio pensamento. Bem… Para a maioria das pessoas… Takagi estava nervoso… Ele não sabia como ou quando a sua “partida” iria começar. Apesar dele, Sato e Megure já terem bolado um plano, não existia a certeza de que iria funcionar. Era a melhor escolha para que, no geral, eles saiam vitoriosos, afinal, esse jogo não era justo.

– Takagi-san…

Além disso, ele não pode transparecer saber do que esta por vir.

– Takagi-san…

E se todo esse caos, com esses “fans” do Caos de Tokyo já for o início do jogo? Não… Não teria como definir vitória ou derrota com um número incerto de casos. Sem falar que isso não é dependente de um só policial. Tem que ser, no mínimo, um caso em específico…

– TAKAGI-SAN! – Gritou a recepcionista do quartel com uma cara frustrada e segurando uma pequena mala.

Pelo “repentino” chamado, Takagi levantou de sobressalto, já em contingência. A funcionária publica soltou um leve suspiro e estendeu a ele a pequena mala.

– Entrega para você… Impressionante você ter coragem de pedirem para entregar algo no trabalho no meio dessa confusão.

Takagi segurou a pequena mala de automático e demorou um pouco para processar. Mas ao ver de rabo de olho a Sato levantando e indo em sua direção, seus neurónios ligaram rapidamente. Ele segurou o braço da funcionária que já ia embora e se assustou com a repentina ação do oficial.

– Eu não pedi nenhuma entrega! Quem lhe entregou isso? Ele deu seu nome? Era entregador de uma empresa? Se sim, qual empresa? – Takagi a metralhou de perguntas a deixando confusa e assustada. Precisou Sato dar uma pequena pancada na cabeça dele para acalmá-lo.

Após eles se acalmarem, a recepcionista tentou explicar tudo em detalhes.

– Eu estava fazendo meu trabalho… Atendendo telefonemas, recebendo a população, sinceramente, precisamos de mais gente na recepção… Quando chegou um rapaz de casaco vermelho, um daqueles acolchoados, boné preto de aba reta e calça jeans. Ele carregava essa mala. – Ela apontara para a mala pequena de mão, fina e preta que estava com o Takagi. – Ele me informou que era uma entrega urgente para o detetive Takagi Wataru. Como esta tudo amontoado, eu só recebi o objeto e não questionei nada… Sinto muito…

O que tinha dentro daquela mala? Lentamente, Takagi a levantou e encostou o ouvido sobre o tecido, fechou os olhos e tentou se concentrar no meio da barulheira.

– Tem algo ligado aqui dentro…

– Uma bomba?! – Questionou Sato de sobressalto, fazendo a recepcionista soltar um gritinho baixo de susto.

– Não acho que seja… Mas por precaução, vamos levar para uma sala separada e chamar a equipe antibomba.

Sato concordou e foi direto informar Megure. Os três, mais o esquadrão antibomba iriam averiguar a pequena mala e acabar por encontrar um notebook ligado, o cabo de força do mesmo e uma carta.

Eram as regras daquele jogo.


“Takagi Wataru,

            Não confunda essa carta como a de algum amador que anda causando problemas na cidade. Eu sou oficialmente um dos selecionados por aquele que vocês chamam de ‘Caos de Tokyo’ para criar um jogo, uma partida, um embate… Como quiser chamar.

            Devo dizer que você deu sorte. Pois eu, assim como o meu líder, compartilho de ideias semelhantes, e diferente dos participantes anteriores: Eu sigo as regras que estipulo.

            A nossa disputa funcionará da seguinte maneira:

            Nessa mala há um notebook com bateria de 8 horas, para o caso de emergência. (Aconselho a mantê-lo na tomada);

            Ele só há uma função: Colocar um nome; Com o nome correto, ele irá para um grupo de bombas que eu plantei em um lugar aleatório em Tokyo. Caso o nome esteja incorreto, as bombas ligaram um cronômetro de 48h.

            Ele não identifica quem está digitando, e só aceita um nome, uma única vez. Então tenha certeza que será você a digitar no computador.

            Em meio a confusão que a cidade anda atualmente, eu cometerei um crime. Você tem que, ou me impedir de cometer o crime, me prender, e colocar meu nome no computador, ou falhar em impedir que eu cometa o crime, mas ainda assim descobrir quem eu sou e por meu nome no computador.

            Basicamente, se você conseguir me impedir por completo, a vitória é sua. Caso não consiga me impedir, mas ainda assim, me prenda após o crime, ou somente descubra meu nome, será um empate.

            Caso as bombas explodam no local onde as coloquei e matem alguém, é minha vitória. Caso eu complete meu crime, e saia impune, cometerei outro crime: Até que você digite um nome.

            Espero sinceramente que as regras estejam claras.

            Eu não sei o porque ele lhe escolheu, um detetive qualquer, como um participante dessa competição.

            Porém, a sinceridade e clareza desta carta é a única colher de xá que lhe darei.

            Que vença o melhor,

            X.”


 

Eterno mascote da GHS. Futuro escritor de sucesso, porque acredito na minha criatividade, potencial e coração das cartas. Amante de carne e jogos. Aliás... Vai comer isso ai?

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