Histórias

Capítulo IV – Takagi Wataru

Como prometi, vim trazer a continuação da fanfic. Na página dela tem TODOS os capítulos até o presente momento. Para quem acompanhava, vale a pena ir lá, pois está com o capítulo do Agasa Hakase completo.

Além disso, nesse post irei dar início ao capítulo do Takagi. Esse capítulo eu tenho um carinho especial, porque é nele que as coisas começam a se mover de fato. Vocês sentirão falta de muitos personagens, e eu estarei construindo o plot principal dessa fanfic de agora em diante. Então, se estiverem afim de brincarem de detetives, peguem o caderninho de anotações e se preparem! Quem será que irá resolver o grande mistério da “Guerra de Kuro”?

Ps.: Eu NÃO revisei NENHUM dos capítulos. Se encontrarem erros de português ou sei lá, POR FAVOR, me avisem… Eu tinha medo que se eu ficasse lendo e relendo para postar bonito, acabaria desistindo por conta de “Hoje estou mais sábio e proficiente, posso fazer melhor que isso”, tipo de problema.


Capítulo IV:

Takagi Wataru

Tokyo estava sofrendo uma crise social absurda. Nunca passaria na mente daqueles funcionários públicos que um único homem poderia deixar um país inteiro de cabeça para baixo. Devido a sua importância “criminal” e o efeito midiático em cima do grande “campeão”, aquele que matou Kudo Shinichi, Mouri Kogoro e agora Agasa Hiroshi, o número de crimes pequenos, porém caóticos aumentaram absurdamente por que muitas pessoas queriam se juntar à equipe do “Caos do Tokyo”, assim como Ichiro era parte de sua vanguarda, muitos outros queriam se juntar, e tentavam cometer crimes escandalosos, chamativos, na esperança de atenção.

Os “seguidores” de Kuro estavam enlouquecendo o departamento, era uma correria para lá e para cá, o número de celas estava ficando insuficiente. Principalmente, que muitas vezes, a pena não era definida de imediato. Teve muitos casos que as pessoas deveriam ser soltas por falta de provas e de espaço.

Megure estava perdendo o pouco cabelo que lhe restava, ele estava de volta a sua velha posição de Inspetor Veterano, porém desejando voltar a ser somente Inspetor igual Shiratori. Mas ele tinha algo que lhe tirava o peso das costas, algo que amenizava sua alma após horas e horas de trabalho. Diferente que qualquer um poderia imaginar, apesar dele se encontrar em um bar específico com Takagi e Satou, eles não iam lá só para beber. E não é como se eles não quisessem chamar, por exemplo, Shiratori e Chiba para se juntar a eles. A questão é que eles tinham votado que deixariam o motivo daquela ida ao “Ramen Ogura” somente entre eles.

Eles iam lá para “trabalhar”, debater em algo muito específico.

– Alguma notícia? – Perguntou Takagi levantando seu copo.

Megure ficou em silêncio por um tempo, Satou e Takagi já não expressavam mais desânimo, nenhuma notícia era o normal.

– Sim… – Disse ele levantando um sorriso levemente.

Takagi engasgou, Satou se levantou de abrupto para perceber Megure a repreender com os olhos e a forçar a sentar-se. Os dois se aproximaram do grande homem bigodudo para poderem ouvir o sussurrar da notícia.

– Eu recebi uma mensagem, do Agasa-san. Uma bem grande, aliás. Mas não necessariamente boa.

– Do Agasa-san?! Mas como…?!  O que?! – Takagi estava confuso, curioso, feliz, ansioso, mas confuso.

– Vou mostrar a mensagem na integra para vocês… – Ele abriu o aparelho e virou ele para os dois que começaram a ler em silêncio.

“Megure-san, aqui é o Agasa Hiroshi. Não tenho tempo para explicar muita coisa. Eu escondi esse pequeno mecanismo de enviar mensagem em um pequeno brinquedo que carregava comigo. Ele só pode mandar uma mensagem uma única vez, e para você em específico. Eu fui instruído pelo Kudo-kun a preparar isso. Estou com o Mouri. Estamos bem. Mas cuidado, o próximo alvo será o Takagi-kun. Não o deixe demonstrar que sabe. Caso contrário, eu, Mouri e Kudo-kun estaremos em perigo. Tudo isso faz parte do jogo do Kuro. Evitem uma derrota, se a vitória é impossível, force um empate. Você de- Turin Turin Turin Turin Turin Turin […] Vamos vencer esse jogo e salvar Tokyo!”

– Parece que o mecanismo transformava o que ele falava em palavras escritas e mandou como mensagem de texto. Mas algo muito barulhento cobriu a voz dele, e ele não podia falar mais alto… – Deduziu Sato.

– Pensei a mesma coisa. As boas notícias, é que os dois estão bem. E provavelmente, Kudo-kun também, já que até para ele, acho difícil planejar tanto a frente assim. Porém, a parte perigosa…

Eles olharam para Takagi que estava concentrado pensando em outra coisa.

– Acho que era um trem! – Concluiu ele depois de um tempo.

– Um… Trem? – Megure e Sato questionaram em união, confusos.

– Sim, esse “Turin Turin”. Acho que é o barulho de um sino de trem para indicar que está passando. Logo eles devem estar perto de uma linha, não?

– Takagi… Linhas de trem passam por muitos lugares, e você não está preocupado com a parte: “o próximo alvo será o Takagi-kun.”? – Disse Sato o encarando calmamente.

– Não… Ou melhor… Não muito. Mouri-san e Agasa-san aceitaram o seu papel, e fizeram sua parte. Eu não posso, como policial, ficar com receio de fazer o mesmo. Pelo o que foi relatado no caso de Kuroyama, esse jogo que ele diz que devo ganhar, ou forçar o empate, me será explicado sua mecânica. Só tenho que estar pronto para isso.

– E você não pode deixar transparecer que você sabe disso! – Ressaltou Megure.

– Eu entendi. – Disse ele tentando não demonstrar desconforto.

– Outra forma de interpretarmos que Kudo-kun está bem, é que ele disse para o Agasa-san mandar a mensagem para você, assim como Mouri-san fez. – Sato ponderou.

Por um tempo, os três deixaram o alívio tomar conta, mas fora somente por um breve instante.

– Temos que começar a pensar como iremos prosseguir. – Disse Megure trazendo a pauta para debate. – Por onde devemos começar?

– Primeiro temos que compreender bem a mensagem do Agasa-san. Ele tentou dar alguma instrução, mas o barulho do trem cortou. – Sugeriu Takagi.

– Concordo, seria impossível para nós encontrar eles somente com o som do trem, e não acho que eles queiram ser encontrados no momento. – Adicionou Sato.

– E pelo pouco que sabemos, isso tudo é um “jogo” na mente de um fanático… E nesse jogo há vitória, derrota e empate. – Continuou Megure.

– Olhando para os dois casos anteriores. Mouri-san e Agasa-san tiveram que fingir a própria morte. Isso seria a derrota ou o empate? Duvido que seja uma vitória… – Percebeu Takagi, enquanto coçava a cabeça.

– Provavelmente… Um empate… Não acho que O Caos de Tokyo seria bonzinho de deixar o derrotado vivo. – Concluiu Sato.

De fato. Se os dois tivessem perdido, eles não estariam vivos, mesmo que escondidos. Então, até o momento, são 2 empates… Mas o que isso quer dizer no esquema geral?

Os três ficaram ali, um tempo pensando em silêncio, as vezes bebendo algo para manter as aparências. As vezes levantando mais dúvidas e pontos. Mas no fim, quem chegou a um plano…

– Será assim que iremos fazer…

Eterno mascote da GHS. Futuro escritor de sucesso, porque acredito na minha criatividade, potencial e coração das cartas. Amante de carne e jogos. Aliás... Vai comer isso ai?

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