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FOLGA É O CARALHO!

Engulam esse post de fanfic seus puto. Que ta começando o capítulo do Mouri!

CAPÍTULO II

Mouri Kogoro

            Ainda em roupas fúnebres, Megure e Kogoro encontravam-se em um bar. Foi doloroso, tudo que ocorrerá mais cedo… Eles não trocavam palavras, somente goles de cerveja barata que não conseguia balançar o mínimo necessário para que eles esquecessem suas dores. Foi necessário que Takagi e Satou sentassem na mesma mesa que eles para que o silêncio pleno fosse destruído.

– Isso… Foi uma completa derrota… Não é? – Perguntou Takagi.

Mouri estalou a língua, ele não queria aceitar isso.

– Megure, como você ficou sabendo do local do corpo? – Perguntou ele não querendo levantar a bandeira da derrota.

– Estava em minha mesa… Uma carta com essa informação… Porque?

O detetive levantou da cadeira, sua cara ficou pálida e ele começou a suar frio… “Sério isso?”.

– O que foi Mouri?! – Disse o exausto inspetor afastado com um tom mais forte em sua voz por conta do susto.

Mas o renomado dorminhoco não respondeu, só voltou a se sentar e segurar o seu queixo. Os outros dois homens ficaram confusos, mas a mulher entendeu.

– Inspetor Megure… Isso não é possível… Já tinha duas semanas que a equipe de busca tinha parado sua operação, então não tinha como eles terem encontrado o… Corpo… Tanto é que você que ligou para eles dando a localização. Apesar da sua dedicação e nome no quartel, se qualquer policial conseguisse essa informação, eles não entregariam especificamente para você, provavelmente iriam entrar na sala informando a todos…

– Satou… Você quer dizer que o maldito colocou isso na minha mesa, DENTRO DO QUARTEL DE POLÍCIA?! – A ideia o enlouquecia.

– Não precisa ser ele… – Takagi sentiu um frio na espinha. – Pode ser um aliado dele…

Essa ideia era absurda… Porém plausível… Independente da verdade ali levantada, ambas diziam que o “Caos de Tokyo”, como chamavam os jornais, tinha acesso a eles… Mouri, após muito pensar, chegou a uma conclusão…

– O que irei dizer para vocês, ficará somente entre nós… É uma teoria, mas…

Todos ouviram ele com extrema atenção, cada palavra, cada expressão. O que ele disse era assustador, mas agradável, era esperançoso, era o que eles precisavam naquele momento.


 

Distante de tudo aquilo, porém próximo do estádio de Beika, um jovem completamente coberto em roupas pesadas se disfarçava de mendigo e perambulava pelos parques próximos em busca de algo. Porém o que ele buscava estava no parque mais próximo, Chofu, enterrado atrás de um banco, com a mão de pelúcia saindo da terra.

Quando ele retirou o “Teddy Scares” da terra, sua barriga estava rasgada com um papel dobrado lá dentro. Kudo pegou, abriu e se arrepiou… Direto e seco, estava ali o que ele esperava ver. Guardou o papel no bolso e o urso de pelúcia em uma sacola plástica e partiu, em um trajeto ilógico pelas ruas, estações, edifícios e instalações. Deve ter lhe tomado três vezes mais o tempo necessário para chegar ao seu destino, motivo de tal demora era para se ter a certeza, de que ninguém poderia segui-lo.

– DEMOROU! – Foi com essa expressão que ele foi recebido na casa do cientista.

– Hai hai… Tinha que ter certeza da segurança do meu retorno… Apesar que isso não adiantará muita coisa…

– Como… Como assim? – Perguntou Haibara soltando os braços que antes se cruzavam na esperança de mantê-la firme em sua bronca.

Hakase terminou de organizar a papelada que tinha sido entregue mais cedo e se reuniu aos dois com uma expressão de preocupação. E por algum motivo, Kudo ao ver seu amigo, desviou o olhar com um rosto contorcido de dor. Haibara não gostou da reação e estendeu a mão pedindo o motivo, que ela já jugou ter forma física: A lista.

“Segue a lista com os aliados escolhidos por mim. Eu não direi quando a partida irá começar, nem quanto irá durar. Mas será fácil perceber quando acabar. A seguinte só irá começar com o fim da anterior. Não necessariamente logo em seguida. Lembre-se Kudo, você não pode ajuda-los diretamente.

            1º Mouri Kogoro

            2º Agasa Hiroshi

            3º Takagi Wataru

            4º Hattori Heiji

            As partidas serão distintas umas das outras e não serei eu a administrá-las.

            Obs.: A chamada do detective dorminhoco já está a caminho.”

            As pequenas mãos da Haibara tremiam, não que ela não esperava por isso… Mas ela não queria isso… Os desejos e a realidade se contradiziam… Hakase leu tudo por cima da cabeça da pequena garota que virou seu rostinho para ele assustada.

Agasa soltou um riso leve e disse:

– Ora, parece que agora você tem dois trunfos Shinichi. Não se preocupe, algum momento eu recuei quando você precisou de minha ajuda?

Kudo respondeu a posição do amigo com a firmeza que o homem pedia.

– Nunca. Mas não diminui a dor de colocar você em um perigo, que sinceramente, eu não sei medir. Se eu soubesse como seria essa disputa, eu poderia…

Agasa levantou a mão para que ele parasse de falar:

– Não importa o quão bom detetive você seja Shinichi, você não é vidente. E, independente das incertezas, eu confio em você, assim como seu pai. Que novamente deixou tudo sobre suas mãos.

– Hakase… – Haibara queria dizer algo, mas tudo parecia em vão… Ela se sentia impotente naquela situação.

– Não se preocupe Ai-kun. – Disse ele passando a mão na cabeça da garota. – Por hora, vamos fazer o que está em nosso alcance. A Jody veio aqui mais cedo e trouxe tudo o que ela pode juntar que tivesse algo semelhante ao Kuro.

– Semelhante? – Questionou Kudo enquanto seguia o velho amigo que o direcionava para a papelada.

– De acordo com ela, ele não está nos registros… Então ela buscou coisas que parecessem com o assassinato da garota.

“Tch… Tinha esperanças que ele tivesse dados mais diretos… É possível que nenhum seja sobre ele… Kuro… Você é veterano fenomenal, ou um novato excêntrico?”

– Haibara, posso deixar isso para você?

O pedido vindo diretamente a ela por Kudo fez com que ela acordasse de seu medo. E ela voltou a raciocinar sobre tudo que acontecia. E ela compreendeu o pedido.

– Pode, porém não agora. Eu sei que você quer ir o mais rápido possível para a agência de detetives, mas você ainda tem algumas horas até voltar a ser Edogawa Conan.

– Eu sei disso. Mas não estou indo lá agora. Preciso me encontrar com outro alguém…

– Quem?

Kudo coçou a cabeça… Ele tinha prometido não esconder nada, mas tinha algumas coisas que eram necessárias omitir… O vizinho por exemplo…

– Vou tentar entrar em contato com o Kid. Até agora não conseguimos dar a mensagem do Kuro a ele, certo? Com o meu enterro, talvez agora eu consiga.

– Entendo… – Disse Haibara em monótono. – Não demore, de acordo com meus cálculos você tem 8 horas ainda.

“Ela não acreditou…” – Não devo levar nem 2 horas…

Ele se retirou e foi a caminho da sua casa. Ainda disfarçado. Bateu a porta e foi recebido pelo Subaru, ou deveria dizer…

– Akai, preciso de um favor seu.

– Não lembro de ser amigo de um senhor com essa idade, muito menos um que não saiba meu nome.

– Justamente por eu não saber seu nome que você irá adorar me ouvir, não é?

Subaru percebeu os olhos por debaixo dos longos cabelos negros, escondido em meio as rugas, eram olhos joviais e fortes.

– Entre. – Disse uma voz distinta da qual o recebeu inicialmente.


Já de volta a ser Edogawa Conan, o jovem detetive se movimentou para a agência de detetives. Ele tinha que acompanhar Mouri Kogoro, para quando a “partida” de Kuro desse início. O que o incomodava mais no momento era a parte que dizia: “[…] não serei eu a administrá-las.”

Era esperado que Kuro tivesse aliados dentro da polícia… Mas pessoas dispostas a “administrar” um crime era preocupante. Dependendo do nível da pessoa, talvez não seja possível evitar o acontecimento…

“Não pense assim Kudo, vai dar tudo certo.”

Ao abrir a porta da agência, o jovem encontrou o grande Mouri imerso em pensamentos enquanto andava para de um lado para o outro. Demorou um tempo até ele perceber a criança.

– O que está fazendo aqui moleque? Não ia ficar na casa do Agasa?

– Eu… Vim ver o que você anda fazendo Ossan. – Disse Conan fingindo estar cabisbaixo.

A atuação deve ter feito efeito, porque o famoso dorminhoco não reclamou da companhia. Só voltou a sentar em sua mesa e começou a batuca-la enquanto encarava o telefone.

– Esperando alguma ligação? – Perguntou Conan sentando no sofá onde os clientes normalmente conversavam com o dono do escritório.

– Sim…

– Da polícia?

Mouri parou de batucar, olhou o garoto e falou de forma mais densa.

– Não se preocupe, eu sei o que estou fazendo. –Voltando assim a batucar.

Kudo achou estranho essa frase… O que o Ossan estava pensando, fazendo ou planejando? Será que ele encontrou alguma pista? Shinichi precisava saber para poder ajudar de forma indireta, então decidiu jogar a cartada que o Agasa lhe deu.

– Ossan, tinha essa encomenda no correio… – Ignorado. – Parece um presente… – Parou de batucar. – Da Okino Yoko-san. – Nesse momento Mouri pulou da cadeira e correu para pegar o pacote. Estraçalhou a embalagem e retirou lá de dentro uma gravata simples e uma carta.

Coçando a garganta com as forças de seus pulmões ele começou a ler:

“Mouri-san, estou lhe enviando esse presente humilde como um amuleto de boa sorte. Após a morte do Kudo-kun estou apreensiva que meu amigo detetive vá se pôr em perigo. Por favor, cuide-se.

Okino Yoko.”

Fazendo um barulho de emoção e com rosto em lágrimas, ele cerrou os punhos na altura do pescoço e correu para frente do espelho para experimentar a nova gravata. Com um sorriso bobo e seu novo pedaço de veste, ele ia começar a soltar o seu “Yoko-chan” característico, mas o telefone tocou na hora. Fazendo ele mudar completamente. 8 – 80.

– Garoto, volte para casa do professor, ou saia para brincar.

– Mas…

– Agora.

– Sim senhor…

Mouri sentou-se na mesa, esperou o garoto sair e fechar a porta para poder atender o telefone.

– Agência do Detetive Mouri Kogoro.

“Mouri-san, sou eu, Takagi.”

            – Conseguiu a lista que eu e o Megure pedimos?

“Sim! Eu já informei o Megure-san. Você estava certo!”

            – Ótimo, por favor, me mande o fax.

“Não pode ser e-mail? É mais prático e…”

            – Fax… Se minhas suspeitas estiverem certas… Quanto mais indizível o meio, melhor…

“Indi-indizi-indizível? Ok. Já te mando.”

– Obrigado.

Mouri desligou o telefone e começou a olhar o fax. Mal sabia ele que parte dessa conversa foi escutada pelo garoto que sentava nos degraus da escada com seu brinco telefone.

“Colocar uma escuta em uma gravata presente da Okino Yoko… Hakase sabe ser astuto quando quer… Eu preciso ver esse fax para saber quais são as suspeitas do Ossan. Mas por hora, é melhor eu esperar ele sair…”


Após um tempo enrolando no Poirot, Conan viu o detetive saindo às pressas de sua agência e entrando de imediato em um taxi que o esperava. Pedindo para o Amuro colocar o sanduíche na conta o garoto saiu de seu banco e começou sua missão.

Entrar na agência, para ele era fácil, ele tinha a chave. O difícil seria achar o fax, e na pior das hipóteses, descobrir a senha para pedir o aparelho reprimir o último envio. No fim, foi necessário a segunda opção. O que quer que fosse o fax, o Mouri levou consigo.

Após ligar o aparelho, Conan começou a pensar qual seria a senha… Após um tempo ele se indagou o óbvio, e olhou na parte de trás do móvel que estava o eletrônico, e lá encontrou um papel com a senha.

“Do que adianta um meio ‘indizível’, se a senha está entregue Ossan?”

Pedido a reimpressão, assim que a primeira folha saiu, Edogawa pegou o celular e fez uma ligação rápida.

– Haibara! Preciso que você e o Hakase vão para as extremidades da central da polícia.

“O que aconteceu?”

            – Preciso que vocês escutem informações diretas do Ossan. Ele com certeza está na pista certa. Mas não tem como eu lapidar o caminho, se não sei o seu percurso.

“Ok… Hakase! Pega o telefone-brinco reserva! Temos que ir para a central da polícia pegar informações! Alguma informação que devemos dar mais atenção Kudo?”

            – Sim… Dê atenção especial a qualquer coisa relacionada a nova equipe criminalística.

“Entendido.”

            Edogawa Conan desligou a chamada e encarou friamente o papel em sua frente… Era uma lista dos novos membros da equipe criminalística que entrará para a equipe da central uma semana após o incidente na ponte… O Ossan suspeitava deles, e com razão.

Mas além da suspeita óbvia sobre a nova equipe, será que Kogoro suspeitava da morte do detetive colegial? Se sim, isso era uma boa notícia… Mas agora… Só tem “modelos” nessa equipe? Levando em conta as funções, a maior suspeita seria a brasileira Mitsuzawa Yumi… Não me surpreenda que o Ossan foi correndo para lá, o Takagi mandou muita pouca informação… Ou ele só queria ver as garotas bonitas… Um dos dois…

Nome: Mitsuzawa Yumi
Função: Chefe administrativa da equipe. Identificação e comparação de perfis genéticos.
Especialidade: Genética Forense
Idade: 23
Origem: Brasil

 

Nome:  Aizu Kurimu
Função: Identificação e qualificação de munições e armas de fogo.
Especialidade: Armas de fogo e Balística.
Idade: 26
Origem: Okinawa

 

 

Nome: Yamamoto Saiko
Função: Identificar substâncias químicas.
Especialidade:  Laboratório
Idade: 27
Origem: Okohama

 

 

 

Nome: Yumeria Yoko
Função: Exame de local do crime.
Especialidade: Perícias externas
Idade: 21
Origem: Okinawa

 

 

 

Eterno mascote da GHS. Futuro escritor de sucesso, porque acredito na minha criatividade, potencial e coração das cartas. Amante de carne e jogos. Aliás... Vai comer isso ai?

9 Comentários

  • Cris-Edogawa

    Está muito bom a representação a prévia do capitulo do koigoro
    Conan vai ajudar mesmo de longe
    Pensam que kudo shinichi morreu mas ele está bem vivo e eles nem suspeitam ainda
    Esses suspeitos e um deles serem a brasileira ficou demais um desses é aliado do kuro voto na brasileira acho que tem ser ela a aliada .
    Conan contra Kuro quem venceria entre o caos e a paz

    • Luc

      Isso já é o início do capítulo… Foram 7 páginas, e quase ninguém aparentemente leu… Então mesmo “pedindo” mais páginas, o próximo post irei ser mais humilde e.e

  • Gabriel Ramalho

    Lembrei de um detalhe: se não me engano as fotos dos suspeitos são daqueles manhwa (história em quadrinhos coreana, assim o mangá que é historia em quadrinhos japonesa)
    Interessante hein?

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