E mais um pedaço da fic… Está estranho tendo que manter uma frequência, já que não há episódios semanais…

Ps.: Vão fazendo suas especulações, quem será o criminoso do caso que está por vir? =V
Ps².: As pessoas usadas para criar as personagens não tem direito de reclamar da personalidade. E elas não são diretamente condizentes u.u
Ps³.: Esse capítulo já tem 5800 palavras, 17 páginas e ainda nem teve o crime… Vai ser realmente grande…


Mouri e Megure decidiram fazer o que o rapaz insinuou, mesmo que parecesse idiota, já que naquela pequena sala, qualquer um poderia ouvir as conversas e não era realmente necessária essa movimentação. Como só tinha uma cadeira em frente à mesa do Yamamoto, o Inspetor afastado pegou uma cadeira da mesa de centro, e sem olhar, sentou-se. Para sua infelicidade, naquela cadeira em específico tinha uma almofada bastante conhecida pelas crianças dos anos 80, fazendo reverberar um som fátuo pelo local, levando o pobre homem a ficar vermelho igual uma pimenta.

Yamamoto não conteve a risada, Mouri tentou entender o ocorrido, Yumi escondeu seu rosto em suas mãos, e de costas não dava para dizer se ela estava inconformada ou bravamente segurando o riso, já o outro rapaz somente sacudia a cabeça em desaprovação e comentou:

– A primeira coisa que vocês devem saber sobre o Saiko-kun é que ele é uma criança grande. Ele adora essas brincadeiras de gosto duvidoso.

Megure retirou a almofada de baixo de si e a jogou longe, ainda vermelho ele esperou Yamamoto parar de rir para destacar seu desgosto, mas assim que a risada se esvaiu, Saiko tomou a palavra:

– Me perdoem, mas isso foi cômico. E ignorem o Aizu, ele é a piada aqui. Eu sofro com suas constantes anedotas. – Dizendo isso ele levantou as mãos e sacudiu a cabeça em desaprovação. – Por favor, não deixe que isso os abale, somos todos parceiros na luta contra o crime aqui, certo?

Yamamoto estendeu a mão para um aperto amigável, que foi visualmente recusado pelo ainda vermelho inspetor, mas Mouri não queria deixar a oportunidade do seco deixado pela conversa com Mitsuzawa.

– Que assim seja, espero que… – Nesse momento, o grande detetive adormecido foi surpreendido por um choque que percorreu sua mão… Um anel de choque… Outro brinquedo infortúnio.

Yamamoto novamente se jogou a risada, só que dessa vez a expressão que tinha sido feita pelo famoso homem era de quem estava vermelho de raiva pronto para enfrenta-lo, mas tanto a risada do rapaz, quanto a fúria do homem foram vetadas pelo sermão da jovem, que ainda sem se virar, deixou claro:

– A próxima brincadeira dessa, será sua última… Em toda sua vida.

Ele soltou um perdão humilde e se ajeitou na cadeira.

– Juro que não faço por mal, é assim que estabeleço minhas amizades… Umas pequenas implicâncias iniciais. Não tendo a prolonga-las, com exceção do Aizu… Por isso tinha uma almofada ali.

Tanto Mouri, quanto Megure, estavam em seu limite. Como alguém em tão pouco tempo poderia se demonstrar incapaz de seguir tal profissão? E tal atitude levou o questionamento a algo mais desagradável.

– O que te fez se juntar a perícia? – Disse Mouri com uma expressão de desdém e desgosto.

Yamamoto deu um sorriso torto e desconfortável, ajeitou-se e respondeu:

– No início fiz faculdade de biologia por causa de uma aposta… Disseram que eu era incapaz de entrar em uma faculdade. Após entrar e frequentar algumas aulas pensei: “Imagina as possibilidades!”. Porém, as possibilidades não eram tantas assim… Conforme ia gostando do curso, ia odiando as especializações. Até eu participar de uma palestra ministrada por Omura Satoshi-san, onde ele falava de suas descobertas… E sinceramente, algo me ocorreu nesse dia…

Ele sorria, de uma maneira mais madura e séria. Apesar de agir feito um moleque, de longe ele gostava de sua profissão, era sua vocação.

– Se ele descobriu tanto para evitar infecções com causadas por parasitas nematoda, porque eu não poderia descobrir algo incrível também enquanto olhava os detalhes mais minuciosos?

– Então você decidiu se especializar na bioquímica por causa disso… Mas e parte do forense? – Perguntou Mouri, com sua compostura já recuperada.

– A realidade… É que eu era bem ruim em tudo isso. – Ele riu escandalosamente enquanto segurava a cabeça direita. Ao perceber que ninguém achou aquilo uma piada, Saiko murmurou algo como “Alguém me tira daqui”, respirou fundo e concluiu o raciocínio. – Até um dia eu, por acidente, perceber que era muito bom em identificar substâncias químicas fora do padrão.

– Acidentalmente? – Acentuou Megure.

– Um dia, algum aluno, do curso acabou por guardar um frasco de uma substância transparente em um lugar indevido, junto a outras substâncias transparentes… Bem, não entrarei em detalhes químicos, nem biológicos, mas ao misturar o conteúdo dos frascos com mais coisas, identifiquei o “fora do padrão”. A partir daí, foi só fazer a purificação das substâncias.

– Você… Meio que ainda não respondeu minha pergunta… – Suspirou Mouri.

– Ah, simplesmente foi um emprego que trabalhava com meus conhecimentos. Não tem um motivo muito profundo sobre isso.

– Não brinca… Você sabe que só entra aqui fazendo concurso, não é? – Megure já estava querendo passar para o próximo… Mas a cada pergunta respondida, outra era formada.

– Eu fiz a prova enquanto mandava currículo para outros empregos. Só aconteceu deu receber um feedback positivo da equipe de Okohoma primeiro. – Ele levantou as mãos em desdém a sua própria resposta.

Apesar de parecer uma grande lorota tudo aquilo, eram respostas “satisfatórias”, e nenhum dos dois homens poderiam falar, naquela situação, que não acreditavam em suas palavras. Tinham que forçar uma discrepância maior…

– E essa sua cicatriz no queixo, o que houve? – Perguntou Megure, querendo evitar que saíssem derrotados nesse questionário.

– Ocorreu quando eu, inocentemente, apontei em voz alta a mentira de uma suspeita de um crime. – Ele disse isso com orgulho, coçou a cicatriz com o dedo indicador enquanto sorria zombeteiramente. – Querem os detalhes?

Ele obviamente estava ansioso para essa parte e, sinceramente, ninguém queria dar essa realização a ele… Mas o dever “chama”…

– Por favor… – Pediu Kogoro desanimado.

– Teve esse crime em Okohama onde o corpo de um cara foi encontrado no meio da sua sala de estar, sobre a mesa de centro! Tinha sangue para todos os cantos! Eu e meus colegas fomos chamados para coletar os vestígios, mas algo tinha me chamado atenção no padrão do sangue. Apesar do corpo está caído na mesa de centro, e ter sinais de luta. Tirando o sangue projetado na parede e no chão, as manchas não faziam sentido.

– Como assim? – Indagou Megure, que ao ver o sorriso maroto do rapaz se arrependeu.

– O corpo da vítima estava como se tivesse caído de frente com a mesa, e a ferida do seu corpo estava em seu peito. MAS! Atenção. MAS! O sangue na mesa tinha sido transferido e não gotejado. – Percebendo que os termos usados não deixaram claro a narrativa, Yamamoto ajeitou a gravata e explicou. – Manchas projetadas é quando algo, ou alguém, arrasta sobre a superfície do sangue, deixando um rastro. O que seria esperado caso o corpo caísse naturalmente sobre a mesa.

– Mas não era essa mancha que estava na mesa? – Claramente confuso o Mouri tentou acompanhar.

– E AI ESTÁ O ERRO MEU CARO WATSON! – Sua voz aumentando a intensidade acordou os dois detetives, que estavam ficando interessados. – A mancha transferida é para quando o sangue JÁ estava no local, e algo, antes dele secar, se arrasta sobre. Mas como o corpo da vítima faria isso, se ela era a fonte do sangue?!

De fato, não faria sentido, a não ser que o corpo tenha caído sobre a mesa um tempo depois do sangue gotejar sobre ela…

– Mas isso é possível… Basta a vítima sobreviver ao corte e, enquanto luta pela sobrevivência, deixe o sangue cair sobre a mesa. Após um tempo cair sobre ela, não?

Para cada pergunta, o ego de Yamamoto crescia mais, ele obviamente não queria dar a resposta imediata por quê, provavelmente, esse é um feito que ele se orgulhava de ter conquistado.

– Sim, concordo, mas aí não bateria com o testemunho da suspeita! Ela tinha dito que ela chegou em casa no exato momento que um homem vestido de preto com máscara tinha cortado o peito de seu marido! Que chegou a ver a expressão de dor do marido que se virou e caiu de imediato na mesa! Ao gritar aterrorizada, o bandido teria se assustado e corrido pela porta que dava a varanda. MAS! Se o corpo caiu de imediato sobre a mesa, não teria um rastro transferido! – Ele estava com um sorriso extremamente largo, quase… Perturbador. – Quando apontei isso em voz alta, a mulher alegou ter se confundido, talvez tenha perdido a noção do tempo por causa do susto e pânico… O que seria uma resposta válida SE o “sangue” tivesse respondido ao luminol.

Já entretidos pela narrativa, os homens mantiveram-se calados esperando a continuação.

– Como o sangue na mesa não tinha resposta ao reagente, concluí que aquilo não era o sangue do homem, não como todo. E de fato, não era. Viemos a descobrir mais tarde que era extrato de tomate. Novamente, ao apontar que aquilo não era sangue. A mulher não sabia explicar o que estava debaixo do marido. E para completar, eu já levado pela adrenalina, virei o corpo do homem e pude testemunhar que sua ferida já estava fechada, PORÉM o falso sangue ainda estava ralo! Encurralada, a mulher em fúria pegou a faca usada para matar seu marido das mãos de um dos meus colegas e tentou desferir um golpe contra mim! Que graças aos detetives no local impediram que fosse mais próximo do que foi. Me dando somente essa cicatriz!

Yamamoto concluiu com uma pose triunfante. Que rapidamente foi diminuída pelas anedotas de Aizu:

– Em outras palavras, ele a pressionou com suposições teóricas, arruinou a cena do crime no calor do momento e ainda ficou marcado pelo resto da vida por sua atitude não profissional. Bom trabalho.

– HEY! – Reclamou Yamamoto que ia se virando para os dois detetives que se levantaram para ir em direção ao próximo entrevistado.

– Por favor, poderá ser breve, senhor…

– Aizu Kurimu, Megure-san, Mouri-san. – O rapaz os cumprimentou seriamente enquanto indicava duas cadeiras já postas enquanto eles conversavam com Yamamoto.


 

17 thoughts on “Próximo entrevistado: Yamamoto Saiko!

  1. Fiquei mais curiosa do que estava quando abri o e-mail… Sobre o criminoso, estou começando a formular as minhas teorias… Está muito interessante e envolvente. Estou ansiosa por mais capítulos! 😄😊

          1. Me coloca como um gênio que aparece pra solucionar algum caso ou dar dicas.

  2. Adorei do Megure e Kogoro cai´rem nas piadas feitas por Saiko ele mesmo sendo profissional é uma criança grande
    Megure e Kogoro tiveram se segurar para não irem com a cara daquele homem se fosse a Ran ela teria dando um chute bem dado nele .
    Realmente Saiko sabe mesmo irritar as pessoas com suas brincadeiras sem graça .

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *