Graças a um comentário vindo do futuro (?), o início será agora;

Vamos dar início a essa saga, e vamos ver a participação de vocês malditos e.e


Capítulo II

Mouri Kogoro

Solution Part

            Dava quase duas horas da tarde, quando Conan foi acordado pela parceira, que o sacudia levemente.

– Kudo-kun… Kudo-kun… Você tem que pegar informações, não é? Já está tarde…

Grogue, de sono e cansaço, ele sentou na cama e com os olhos semi-serrados, encarou a garota de cabelos castanhos que já estava arrumada para acompanhá-lo até o escritório do detetive Mouri Kogoro.

Após coçar um pouco sua cabeça e espalhar seu cabelo bagunçado, Conan levantou da cama e foi em direção ao banheiro sem dizer uma palavra, para tomar um banho e acordar de sua letargia. Enquanto isso, Haibara foi preparar um café e um pouco de torrada com geléia, ironicamente, não para ela.

“Incomoda-me estar servindo só de suporte… O que posso fazer para ajudar mais?” Pensava ela enquanto o Hakase mexia em uma invenção pedida pelo detetive colegial exclusivamente para esse jogo contra o Kuro. Apesar de não ser algo inovador, aliás, estava mais para perturbador, era algo que o professor se dedicava firmemente. Quando Kudo propôs tal… “Absurdo” não só ela, quanto o velho cientista recusaram prontamente a idéia. Mas após o incêndio que cobriu a cidade… Foi mais que bem aceita tal oferta…

Quando ela já terminava de servir a xícara, Conan chegava já acordado tirando o excesso de água do cabelo com a toalha.

– Aqui… – Disse a garota lhe estendendo um humilde café da manhã.

– Obrigado… Haibara… – Conan bebeu um gole na bebida que estava no ponto, ponderou as palavras, e chegou a um veredicto. – Tem como você ficar aqui?

Ela que estava o encarando calmamente, sentiu uma veia pulsar em raiva.

– Nós já não tínhamos discutido sobre isso?! – Brandiu ela enquanto juntava suas pequenas mãos e sua cintura fazendo sua costumeira pose séria de sermão.

Como se ele não estivesse surpreso, muito menos intimidado pela postura, ele deu uma mordida na torrada, mais um gole no café. E explicou suas razões:

– Não estou te afastando do caso, mas da situação em si. Será mais fácil para eu tirar informação do Occhan desta forma, sem falar que quero usar uma pessoa que você não gostaria que lhe visse…

Haibara escutou com atenção e tentou raciocinar quem poderia ser…

– O funcionário do café Poirot?

Conan só concordou com a cabeça enquanto terminava de comer.

– O que está pensando Kudo!? Eu já não te falei que ele tem o mesmo cheiro dos membros da organização?! Graças aos esforços do Kuro, não tivemos que nos preocupar com a Organização no nosso encalço, mas ainda assim estamos em uma posição frágil, não tenho que explicar isso, tenho?!

– Não, não tem. Eu sei sobre tudo isso, obrigado. – A resposta sarcástica fez a garota começar a ficar vermelha de raiva. – MAS, eu também sei como usar minhas cartas. Kuro já se provou ser uma dor de cabeça que eu não quero que se prolongue muito… Por mim eu o colocaria atrás das grades hoje…

– Eu também Kudo, mas nós dois sabemos que não é tão fácil assim! Ai você vai fazer o que? Colocar um homem suspeito para caçá-lo? Correndo o risco em se tornar a caça?! Por favor, pen…

– Shiho! – Ao chamá-la pelo nome em alto e bom som, a fez estremecer e se surpreender, o Agasa Hakase que estava extremamente concentrado em sua mesa, parou seu trabalho para prestar atenção na discussão. – Eu sei que você se preocupa. Sinceramente, obrigado por isso. Muitas vezes você me põe na linha quando perco a noção do perigo… Mas dessa vez, quem não está tendo noção do perigo, é você… Kuro é muito mais perigoso do que gostaria que fosse… – Ele se levantou, a segurou firmemente pelo ombro e disse com a voz extremamente firme olhando para seus olhos. – Eu não irei colocar a gente em nenhum perigo que já não estejamos. Kuro, no momento é pior que a organização. Porque, diferente da B.O., ele não se importa em ser conhecido, em ser visto! Ele é uma destruição em massa que esta se espalhando como a peste negra. E no momento, somente nós podemos impedir um desastre maior… Se para isso eu tiver que colocar uma ou mais armas apontadas para minha cabeça, que assim seja. Mas não se preocupe, nenhuma dessas armas irá atirar! Eu lhe garanto. Nem em mim, muito menos em você. Então, por favor… Mesmo que doa… Confie em mim um pouco mais…

– Dói porque eu confio… – Disse ela em baixo tom, sem deixar de desviar o olhar e quase deixando os olhos lacrimejarem. Soltando-se em um suspiro, ela se afastou em direção ao quarto em disparada.

– Bom trabalho Shinichi… – Suspirou o bom e velho amigo que ia se levantar para falar com a garota. Mas Kudo levantou a mão em desaprovação. – Deixa comigo… Eu não… Quero fazer nada errado dessa vez…

“Porque pode ser a última…”

Sem jeito ele caminhou até a porta do quarto e bateu nela e esperou um tempo sem resposta. Em um movimento que demonstrava que ele não sabia se ia embora, eu se permanecia, Kudo começou a coçar mais uma vez a cabeça tentando botar o cérebro para pensar. Já chegando num limite ele acabou soltando um grito abafado. Seguido de deixar o corpo cair sobre o batente lateral da porta, usando o braço como suporte.

– Shiho… Por favor, me escute… Eu posso estar errado, e poderei continuar errando, em muitas coisas. Mas eu só cometo esses “erros” porque quero ter certeza que, no fim, tudo vai dar certo… Se eu pudesse eu lhe contaria tudo. Não é por gosto que acabo escondendo tantos segredos… Eu sou um detetive, meu maior prazer é desvendar segredos… Ser forçado a mantê-los me incomoda. Mas me incomoda muito mais ter a idéia de que se eu lhe contar tudo, ou a qualquer um, a situação ficará pior… E há indícios de que vá ficar pior… Você mesma já me fez entender isso uma vez…

“Quando pensei em contar tudo a Ran…”

– Então… Por favor… Eu preciso de você… O que é Sherlock sem Watson?

– Um gênio viciado a caminho de sua própria destruição. – Respondeu a garota por de trás da porta. – Vá logo, você não tem tempo a perder, tem?

Tentando levantar um sorriso, Conan deu um soco leve na porta indicando que estava a caminho do segundo embate. A realidade é que ele estava com medo, como várias vezes ficava. Porém escondia seu medo, ou se enganava com seu senso de justiça, onde ele colocava o bem das pessoas que ele amava em primeiro lugar. Ele tinha medo da B.O. até certo ponto, e tinha medo do Kuro também, como qualquer ser humano sentiria em sua posição, mas algo o motivava para além do terror, que era o receio do arrependimento e de um caos maior.

4 thoughts on “O início de uma resolução;

  1. First! (Talvez…) Faz um bom tempo que não comento nada aqui (matérias atrasadas da faculdade que não deixam, mas ainda bem que estou de férias!). Estou super curiosa com a continuação da fanfic! ^.^

    1. Sim, First.
      Hoje mais a noite (Ou amanhã de madrugada), eu continuo com as postagens. Terá um enigma para vocês pensarem em cima =V

  2. Eu venho do futuro novamente, dizer q no fim todo mundo morre


    PÃÃÃÃÃÃ

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