Novamente pensei em fazer um título grande… Mas nha… Yumeria, tua vez =V

Ps1.: 4 páginas, 1.495 palavras

Ps2.: A parte COMPLETA já está na aba histórias =V

Ps3.: Já tenho 50% da “Case part” feita =V

Ps4.: Quero


Voltando ao interrogatório, a última pessoa, Yumeria Yoko. Ela já tinha se recomposto, e estava agitada brincando com seus finos e frágeis dedinhos enquanto esperava o início do questionário.

Megure dando voz à primeira pergunta, a mais básica e corriqueira naquele dia:

– Então, Yumeria-san, poderia nos contar sobre você?

– S-Sim! – Disse ela em um salto. – Q-quero di-dizer… – Tomou ar. – Claro…

Ela abriu uma de suas gavetas e pegou dois cartões de visita de dentro dela. Após oferecer o mesmo para ambos, ela ajeitou a postura e em um ar empresarial deu início ao seu monólogo:

– Meu nome, como já sabem, é Yumeria Yoko. Sou a mais nova do grupo, e diferente dos outros três, ainda não terminei minha faculdade. – Mouri e Megure pensaram em interromper para questionar a afirmativa, mas foram interrompidos pelos gestos com a mão do Saiko ao fundo. – Estou trabalhando com eles já tem mais de 6 meses. E quando ocorreu a transferência, imaginei que perderia meu estágio. Porém, a Yumi-sama fez um pedido formal para que eu fosse convidada a vir junto com o resto da equipe. Pedido esse que aceitei de bom grado, principalmente porque nossa estadia aqui está prevista para ser curta. Dando tempo deu retornar aos meus estudos em Okinawa, que estão “trancados” no momento para eu melhor aproveitar dessa experiência.

– Entendo… – Prosseguiu Megure. – E o que te fez escolher essa área?

– B-bem… Meu pai era policial. Especialista em caso de incêndios… Em suas histórias ele sempre me contava como era importante a análise do local onde ocorriam os incêndios, principalmente os criminosos. Que uma boa análise da perícia poderia não só ajudar uma investigação, como até mesmo sa-salvar o caso. Te-tendo isso em mente eu sempre quis ser essa… “He-heroína”… Então me dediquei a analisar as áreas do crime.

– Mas não consegue lidar bem com sangue… – Completou Aizu em sua mesa com uma anedota.

– E-e-eu es-es-tou me-melhor ni-nisso! – Gritou a garota que tremeu seu corpinho em constrangimento enquanto ficava vermelha de vergonha. – Be-bem… Uma vez no ca-campo eu gosto de utilizar do “BEA” para fazer meu relatórios…

– “BEA”? – Perguntou Mouri.

E, inesperadamente, quem respondeu foi Mitsuzawa com um perfeito inglês.

– “Behavioural Evidence Analysis”; método de análise criado por Brent Turvey. Seu método de análise possui quatro passos principais, e sua maior característica é que ele não se baseia em estatísticas. Surpreende-me um detetive renomado não reconhecer esse método, mesmo ele sendo uma… “Criança” comparado aos métodos de David Canter e ao do FBI.

Mouri só soltou uma risada sem graça e frouxa. Ele queria questionar os outros métodos citados, mas se sentiria fazendo papel de trouxa se o fizesse…

– Be-bem… Jus-justamente por eu não ter essas estáticas em mãos, achei que esse seria o método ideal para que eu me especializasse… Do-do mais eu sou do tipo de pessoa que se demonstra ser tí-tímida para estranhos, ma-mas conforme o tempo passa se a-abre. A-adoro coisas doces e filhotes… N-não me dou bem com fantasmas, as brincadeiras do Yamamoto-kun e com o Aizu-san cantando…

– HEY! – Protestou Saiko, enquanto Kurimu somente demonstrou seu descontentamento com uma expressão facial.

– Ah! N-não tenho problemas com a Yumi-sama, ela é uma ótima chefe… – Disse ela sorrindo sem jeito.

– Obrigada Yoko-san. Bem… – Puxando a atenção de todos com um sorriso leve que instantaneamente se tornou uma expressão séria e severa. – Creio eu que o interrogatório termina por aqui, não?

– Na verdade eu… – Kogoro iria pedir mais tempo, mas foi cortado de forma ríspida.

– Não é mesmo? – Disse Yumi cerrando os olhos. – Yamamoto-kun, por favor, seja educado e mostre o caminho a estes cavalheiros. – Concluiu ela com um sorriso sem alma.

Até mesmo Saiko que trabalhava sobre sua supervisão se demonstrou abalado pelo sorriso, e concordou em silêncio com a cabeça. Após agradecerem pelo tempo dado em uma reverência cordial, os dois homens foram levados até a porta pelo rapaz que os surpreenderam com uma proclamação:

– Ah! Me lembrei que tem uma garota bonita no departamento deles, vou usar dessa deixa para ir lá olhar. – Disse ele com um sorriso besta.

Tais palavras desconcertaram Mitsuzawa que iria protestar, mas desistiu ao ver a porta da sala sendo fechada as pressas.

– Oi oi… Tem certeza que você pode agir assim? – Perguntou Mouri impressionado.

– Hahahaha, não se preocupe, ela tem um bom coração apesar de suas palavras ríspidas, com o tempo ela me perdoa. – Ele dizia isso em bom tom para que, evidentemente, quem estava na sala de onde eles saíram o ouvisse, e conforme ele empurrava os dois homens para longe do local ele foi adquirindo uma expressão séria, a mais séria que ele já demonstrou até o momento. – E eu realmente quero dizer isso. – Disse ele em baixo tom.

Percebendo a interrogação na face dos dois homens ele suspirou e decidiu explicar.

– Não levem a mal ninguém lá. Todos eles possuem circunstâncias especiais. Principalmente o Aizu. Ele era de fato de uma família nobre e foi treinado para se tornar um político. No início, a família apoiou seus estudos, mas quando ele informou que não queria seguir carreira política para se tornar um policial, foi deserdado de imediato. Foi ai que ele conheceu pela primeira vez o “miojo”, por assim dizer…

– Entendo… Foi por isso que ele não queria falar sobre si… – Ponderou Megure.

– Bem, quanto a Yumeria… Ela é como uma mascote para a Yumi-sama… Ela a protege com todas as suas forças. Talvez ela a tenha como uma irmã mais nova, não sei… Então seria óbvio que ela ficaria mais ríspida quando vocês a pressionassem, principalmente com esse jeito atrapalhado dela de animal indefeso. – Ele tentou rir forçadamente de leve, mas sabia que não era o caso para isso. – A realidade é que eu, particularmente, não confio na Yoko-chan. A Yumi-sama eu sei que tem um bom coração, mas aquela garota… Ela me dá uma má “vibe”. O pai dela morreu em um incêndio, não que seja surpresa devido a seu ramo, mas ela… Parece não ligar… E isso me incomoda profundamente… Do mais, se você ver que ela está se atrapalhando toda, não ajude, ela ficará mais atrapalhada pelo constrangimento e o efeito será o oposto a ajuda. Experiência própria. – Dessa vez ele riu legitimamente. – Agora, como recompensa pelas minhas informações secretas… – Com uma cara séria ele encarou os dois enquanto desacelerava o passo, os fazendo engolirem em seco. – Poderiam me apresentar a tal “Saitou”?! Me falaram que ela é muito bonita! – Concluiu ele abrindo um largo sorriso enquanto ria escandalosamente, deixando os dois atônitos.


A viagem tinha sido longa, eles devem ter pegado pelo menos uns dois ônibus, mas eles não saíram do perímetro da cidade. Provavelmente, só era fora de lugar mesmo. A questão é que eles tinham chegado a uma casa simples, como qualquer outra. O que deixou Edogawa Conan legitimamente surpreso.

– Bem vindo a um dos meus esconderijos. – Disse Kid abrindo um sorriso.

– Essa é a sua casa? – Concluiu Conan ignorando o mago do luar que perdeu a compostura por causa disso.

– Hai hai… Mas ninguém precisa saber disso, certo?! – Disse ele aproximando o rosto tentando esconder a raiva atrás do sorriso.

– Sei…

Não era a resposta que ele queria, mas Kid decidiu deixar passar. Tirando as chaves do bolso ele chegou até a porta e ia começa a abri-la quando algo o fez parar e dizer, de costas para a criança, palavras pesadas.

– Se eu fosse você se preparava, o que você verá poderá lhe chocar para sempre…

Conan começou a suar frio… O que poderia ter acontecido com a Ran na casa do Kid?! Ele sabia que apesar de ser um ladrãozinho metido, era uma boa pessoa e não acreditaria que ele faria algum mal a qualquer um. Ou seja, o que quer que tenha acontecido estava fora do seu controle…

A porta foi aberta, o coração do jovem detetive pulou uma batida, a adrenalina foi a mil, sua mente trabalhava como nunca. Ao começar a ter visão, do que era uma casa completamente normal, dava para se ver a cozinha ao fundo, e alguém estava fazendo algo lá… Era a Ran fazendo a janta?! Por quê?

Percebendo a entrada do Kid na casa, Ran se virou e abriu um sorriso aconchegante que já era comum ao garoto que acompanhava o morador local. Porém, ela não tinha notado a criança ainda e disse com a maior naturalidade:

– Bem vindo, Kaitou-kun. Hoje vou fazer omelete, espero que goste. E… – Nesse momento ela percebeu quem estava atrás do rapaz e acabou deixando cair os utensílios de comida, e com o rosto enchendo e lágrimas ela correu para abraçar a criança que estava atônita. – Conan-kun! É você mesmo Conan-kun?! Eu estava com tanta saudade, como anda todo mundo?!

Querendo responder a perplexidade na expressão do rival, Kid soletrou em mudo algo que fez o mundo de Kudo parar… “Síndrome de Estocolmo”.


 

Um pessoa que eu confio para sempre avaliar a história entes deu postar, ao comentar sobre um aspecto X acertou 100%, e isso me deixou muito feliz, mas também me trouxe a dúvida se todos conseguiram pensar o mesmo. Como ele fez uma reclamação dizendo que ele só entendeu de primeira por causa do seu conhecimento prévio, eu decidi colocar um pouco mais de informação sobre. Ah, isso é referente ao próximo pedaço, mas quem achar que eu deva deixar as informações extras ou não, diga aqui. (Sim, quero que tentem adivinhar também sobre o que estou falando XD)

12 thoughts on “FINALMENTE, o fim da primeira parte do “Capítulo II: Mouri Kogoro”

    1. Cheese priplu spirk ingrich….ameizuingu, butt aí spirk ingrich tu, aí amy a ingrich profitinal, di priplu im mai chity al sei tati aí amy gudi im ingrich, andy aí finich a loti off game witsh ingrich menu

      (· _ ·) ノ

      1. Sorvete, eu sei que a ideia foi ser engraçado, mas o ip do maluco de fato é do exterior… Berlin para ser mais preciso. Talvez ele achou melhor comentar em inglês que em espanhol.

        1. Bom, apesar dele não ter entendido,pelo menos ele deve ter ficado feliz com a atenção que o comentário dele teve….

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