FIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM PORRA!

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! Amei escrever esse final =3


Em meio aos escombros, Mouri andava em busca de algo. Coisa que Yamamoto constantemente tentava convencê-lo a ignorar e voltar. Mas ele não dava ouvidos. Seu cérebro estava trabalhando 200% para um único objetivo, nesse trabalho ele processava até mesmo as pessoas que ele viu sendo recuadas, tentando lembrar todo rosto, cada fala, cada pista que levou até esse momento. E uma coisa ecoou no fundo do seu consciente…

“Por que o garoto fingiu sua morte?”

Desde o dia da ponte, ele tinha essa teoria, sem muito fundamento, que o incomodava. O porquê fingir a própria morte, qual o propósito? Além disso, ele se questionava da sua crença de que o que estava acontecendo atualmente era direcionado a ele. Tantas perguntas sem respostas… Mas uma pergunta não precisava de resposta… Só ação…

– Garoto, o que diabos você AINDA está fazendo aqui dentro? – Perguntou o Kogoro para a criança cheia de sujeira entorno do seu corpo.

– Bem eu…

– Não importa. Yamamoto, certo? Tire ele daqui.

– Vamos nós todos sair daqui, que tal? – Disse ele sorrindo enquanto abria os braços de forma amigável.

– Tire ele e volte. Quando você voltar já terei terminado de olhar todo o lugar. Ai sairemos. – Mouri estava tão sério que não dava margem para debate.

Yamamoto pensou um pouco, coçou a cabeça e soltou um suspiro em acordo. Pegou o garoto com um braço e saiu correndo com a fala: “Não vá muito longe! Eu já volto!”

– Você vai continuar me seguindo? – Perguntou o detetive a Yumeria.

– Você está agindo estranho, tenho que garantir que não vá cometer suicídio. – Disse ela com um sorriso meigo.

Mouri não respondeu. Só seguiu seu percurso até a caixa da mangueira. Chegando lá ele verificou que o dispositivo estava desligado.

– Então foi para isso que você fingiu sua morte… Você sabia que não ia acabar ali e precisava agir pelas sombras… Não foi o Agasa Hakase que teve a resolução do tempo… – Ele se levantou, cruzou os braços e decidiu entrar mais ao fundo do local.

– Onde você está indo? – Perguntou Yumeria.

– Tentar achar um garoto metido…

– Quem…?

– Você sabe quem… Aliás… Você não acha estranho? – Disse ele enquanto abria a porta de uma sala bem especial. – Que o criminoso tenha conseguido errar o horário de uma explosão com um cronometro?

– Bem, o mecanismo foi desligado, nós acabamos de ver isso, não?

Entrando na sala e verificando um cofre gigante que havia nessa sala, Mouri pode confirmar que ele estava no local certo.

– Eu vi isso, de fato. Mas se o mecanismo foi desligado, porque ainda ocorreu a explosão?

– Provavelmente o criminoso ativou a distância ao ver que a explosão não tinha ocorrido.

– Certo… Mas você sabia? Nenhuma das bombas ligadas ao mecanismo na caixa da mangueira explodiu. Era isso que eu estava verificando enquanto andava. – Ele se levantou e sem olhar para trás continuou a falar. – Ou seja, quem quer que tenha cometido esse crime, não planeja que ele tivesse solução. Porque, mesmo que eu desvendasse o local horas antes e cancelasse o jogo,  e a polícia tirasse todas as bombas do estágio, levando a crer que tudo tinha acabado, ainda teria as bombas no subterrâneo… O local ainda seria destruído… Mas para que destruir um estágio de Rugby? O único lugar que consigo pensar é a sala do cofre, com os documentos e contas da instituição.

– Mas o que um criminoso tão cruel poderia querer com um cofre desse? – Disse ela tentando acompanhar o raciocínio.

– Sabe… Eu e o Inspetor Megure olhamos o passado de todo mundo da sua equipe… Você, o Yamamoto, o Aizu e a Mitsuzawa. E tinha algo que não fazia muito sentido na história de vocês e o passado…


Conan se fazia de tudo para tentar se soltar dos braços do Yamamoto que conseguiu o carregar até a saída do local, que já estava praticamente vazia do lado leste, enquanto a criança gritava para soltá-lo porque o Mouri estava correndo perigo.

– Eu sei garoto! Eu sei! Relaxa, que assim que te deixar em um lugar seguro eu irei tirá-lo lá de dentro.

Perdendo completamente a paciência, Conan disse sua resolução:

– O perigo não é o local seu imbecil! O criminoso desses casos vai tentar matar o Ossan!

Ao gritar isso, Yamamoto desacelerou o passo e o encarou um tempo depois soltou uma risada.

– Relaxa, acho que nem um criminoso tentaria entrar em um lugar prestes a cair.

– Mesmo que ele possa escolher QUANDO o local vai cair?

Ele parou para pensar um pouco e fazia sentido…

– Ma-mas se ele quisesse matar o Mouri-san já teria feito isso quando ele entrou de volta, não?

– E se ele precisasse de uma informação antes dele? Tirar uma resposta…

Um suor frio começou a correr pelo rosto do homem que perdeu a risada de seu rosto. Mas ele ainda tinha que lidar com a criança.

– Muito criativo você ha ha ha… – Ele ia voltar a correr, quando Conan soltou um baixo “Isso é perda de tempo.”

Yamamoto assustado ia olhar para criança, mas acabou levando um dardo sonífero no pescoço e acabou perdendo as forças nas pernas. Enquanto ia caindo ele tentou perguntar o que era a criança, mas não pode ouvir a resposta.

Conan ia começar a voltar ao local quando viu Haibara chegando perto.

– Eu te vi sendo carregado para fora, está tudo bem deixar ele ali?

– Não tenho tempo para isso, o Ossan pode ser morto.

Tentando acompanhar a corrida do garoto, Haibara soltou uma pequena pergunta, uma que poderia salvar a vida do rapaz.

– Tem tempo para uma troca de roupa? – Ela apontava a bolsa que ela carregava.


– Como foi mesmo que seu pai morreu?

– O que isso tem…

– Responda!

Mouri a encarava com estrema seriedade. Ele estava convicto da sua resolução… Sua seriedade fez Yumeria ajustar o corpo e cruzar os braços.

– Em um incêndio…

– Como, especificamente…

Ela suspirou e tentou olhar para longe, mas assim que voltou que Mouri não tinha nem se quer movido um centímetro, respondeu.

– Ele usou do próprio corpo como um escudo de carne para uma criança… Mais precisamente, ele a escondeu em um desses cofres, e usou seu corpo para diminuir a retenção de calor do objeto… Bem… Ele conseguiu salvar a criança, então acho que ele foi satisfeito para o pós-vida. – Ela soltara os braços e fez um gesto de desdém.

– E ai que está o grande mistério… Como seu pai sabia a senha do cofre? Mesmo eu não conseguiria abrir isso em meio a um incêndio sem saber a senha ou sendo um profissional em abrir cofres.

Ela estava começando a ficar estressada.

– Eu não sei como ele conseguiu isso! Mas o que isso importa?! – Ela sacudira a mão esquerda para frente, como se tentasse tirar algo do caminho. Algo que ela queria evitar.

– Outra coisa estranha… Com uma morte tão heróica, alguém que escolheu a profissão para ser uma heroína… Estranho não ter escolhido a mesma do pai, mas uma cujo heroísmo é fruto de toda uma equipe.

Ela se calara por um tempo e o silêncio reinou. Ele só tinha suspeitas, nenhuma prova concreta, mas…

– Ah… Quer saber? Essa fachada criada pelo Kuro era de fato uma porcaria… Ele queria fazer o jogo “justo”. Que problemático… Meu pai não era um herói. Ele era um falso bombeiro! Ele criava os incêndios em casas ricas quando não tinha ninguém presente e invadia o local com o pretexto de buscar por civis e abria os cofres para pegar o que tinha dentro. Mas em um dos seus esquemas uma criança tinha sido deixada para trás pela família. Excelentes pais, não?! Ai o que o grande ladrão faz?! Se mata para salvar uma criança aleatória e deixa a sua própria família a mercê do destino! Uma grande piada! Morto pelo próprio incêndio!

Ela começara a rir escandalosamente enquanto Mouri se ajeitava para segura-la pelos braços e levá-la para a prisão.


Do lado de fora, chegava até a porta Kudo Shinichi, que iria abri-la no exato momento que Yumeria começava sua confissão. Mas uma arma foi apontada para sua cabeça e com um sorriso perverso, Kuro se fez presente:

– Pensei que o acordo era você não se provar vivo Kudo Shinichi.

– Você não pode falar de acordos comigo. – Disse ele soltando a maçaneta e se virando ao Caos de Tokyo.

– Devo admitir que foi jogo sujo da Yumeria. E é por isso que vim corrigir esse erro.

– E porque eu confiaria em você?! – Kudo estava pronto para socar o homem a sua frente.

– Não há o porquê, além de que você não tem escolha. Os próximos jogadores já estão informados de suas ordens. Mesmo que você me mate, o jogo irá seguir. E sem eu para administrar a diversão, eles correrão soltos. E, caso você não me mate, mas faça algo que me desagrade, tenha certeza: Não há FBI que possa protegê-lo ou seus amigos! Achou que eu não perceberia?!

“Merda! Como diabos ele…?”

– Enfim… Se afaste… Tenho que salvar o detetive dorminhoco… Para tranquilizá-lo um pouco. Irei considerar isso um empate. – Com um sorriso ele empurrou Shinichi para longe da porta e entrou no local abrindo os braços e impedindo Mouri de dar um passo para frente e tentar segurar Yumeria. Mal sabia o detetive que ele estava sendo salvo.

– Kuro?! O que está fazendo aqui?! – Perguntou Yumeria estupefata.

“Kuro? Então esse é o nome desse desgraçado…” Pensou Mouri recuando tentando raciocinar como agir nessa situação.

– Prazer em conhecê-lo Mouri Kogoro. Eu sou o Kuro, conhecido como O Caos de Tokyo. Poderíamos tentar entrar em um acordo? – Ele sorria sarcasticamente, o que tirou o homem preso na sala com dois criminosos do sério.

– Quem é que negociaria com um louco psicopata?!

– Um detetive colegial. – Sua resposta era ácida e desarmou a fúria do homem.

“Eu estava certo! Ele tinha conversado com Kuro… E planejado sua morte, mas por quê?!”

– Para simplificar. – Puxando Yumeria para trás segurando a cabeça da garota com força, Kuro se aproximou do Mouri. – Ele fez uma aposta comigo.

– Uma aposta?

– Ele acreditava que quatro pessoas dariam conta de impedir crimes que meus lacaios criariam. E eu amo jogos Mouri. Eu aceitei a aposta de bom grado. Uma dessas pessoas era você, é claro. E devo dizer… Você fez um ótimo trabalho… E devo pedir desculpas quanto a isso. A Yoko-chan aqui não sabe perder. Por isso, irei lhe ajudar agora.

– Como assim?! – Gritou Yumeria em descrença.

Sem perder o sorriso do rosto para o Mouri, Kuro contorceu seu corpo em direção a Yumeria. A garota ficou pálida instantaneamente, qualquer que seja a feição feita pelo jovem homem a moça, ela tinha perdido alguns anos de vida só com ela.

– Dê-me o detonador. Agora. – Ele estendeu a mão. Tremendo nervosamente a garota foi até ele e entregou o que foi pedido. Após ela confirmar que Kuro voltava e se virar para Mouri, Yoko tentará fugir da sala. Kudo ao perceber ela correndo para longe, a seguiu.


Correndo o mais rápido possível, Kudo seguiu Yumeria para próximo da saída, mas ela era incrivelmente rápida… Ele não podia deixá-la sair do estágio assim. Usando do cinto que produzia as bolas de futebol, ele soltou o projeto nas costas na garota que perdeu o equilíbrio e caiu, dando o tempo necessário para ele chegar até ela e prensá-la no chão.

– ME SOLTE SEU DETETIVE DE MERDA! ELE VAI ME MATAR PORRA!

– Do que você está falando? – Shinichi entendeu de quem ela estava falando, mas Kuro a mataria por qual motivo?

Como se tivesse escutado o questionamento do detetive colegial Yumeria em uma risada frenética misturada em lágrimas começou a soltar seu conhecimento.

– Ele não pode ser desobedecido! Ele é esse tipo de homem! Se alguém sobre seu comando faz algo que ele não permite ou tolera, ele estraçalha a pessoa com mão de aço! Ha ha… Eu só queria me divertir com os gritos das pessoas TROUXAS que pensam que o mundo é um mar de flores. E agora sou EU a gritar de pavor! Não, não, não… EU NÃO QUERO ISSO! Me solte! Talvez ainda possa fugir da sua sentença! Eu ainda pos- Sua voz foi cortada por um tiro que perfurou sua cabeça. O tiro veio de uma pistola com silenciador, diminuindo o estrago. Mas ainda assim, sangue tinha sido jogado no rosto do detetive que ficará perplexo, pois não perceberá a assassina chegando.

A origem do tiro era uma mulher extremamente alta, de cabelos loiros prateados e olhos castanhos avermelhados. Sua pele branca como a neve em uma expressão séria e cadavérica dava arrepios na espinha.

Demorou para que a ficha caísse do que tinha acontecido, mas quando ela caiu, Kudo iria disparar outro dardo tranquilizante, só para ter seu queixo chutado e o corpo jogado para longe.

– Não pense em fazer nada estranho. Você só esta vivo por ordem dele. Dito isso… – Ela procurará em suas roupas outra arma, mas essa carregava um dardo. Com a mesma expressão sem vida ela apontou para o rapaz que tentava recuperar os sentidos em meio ao sangue preso na sua boca. – Bons sonhos.

Percebendo que ele perderia a consciência, Kudo Shinichi estendeu o braço em direção de onde veio.

“Ossan…”


– A Yoko não é mais útil. Ah! Não mate o Kudo Shinichi e, se possível, tire-o daqui também.

Dizia Kuro para um rádio em uma mão e na outra levantava o dispositivo que acionaria as explosões, deixando bem claro que se Mouri tentasse fazer algo, ele derrubaria o local.

– Bem… Agora quanto a você, Mouri Kogoro… O acordo é o seguinte: Você irá fingir sua morte, igual ao detetive colegial. E não poderá se mostrar como vivo até o fim das outras três partidas. Se fizer isso, ninguém da sua família terá que morrer. – Ele sorria como se fosse a coisa mais normal o que ele dizia.

– Não me diga que você está com a Ran! – “Será que a Ran foi forçada a mentir sobre sua segurança?!” Medo, era isso que o homem sentia, e somente.

– Hum…? Não, não… Ainda não. O Kudo Shinichi a escondeu muito bem antes de todo o acordo começar. Agradeça a ele por isso.

Mouri respirou um pouco aliviado. Pelo menos isso…

– E como você quer que eu finja minha morte? – Mouri sabia que ele não tinha muitas escolhas, a melhor maneira era tentar enrolar e buscar uma abertura para derrubar Kuro.

– Sinceramente, você não precisará fazer muito. Por hora, só precisa entrar no compartimento atrás do cofre. Bem… Diferente do cofre que o pai da Yumeria usou para salvar a criança, esse não está perfurado para ser roubado… Então você poderia acabar ficando sem ar dentro dele… Então para garantir que, caso houvesse um empate, teria como bolar sua morte eu pedi para uma pessoa muito experta criar uma pequena sala secreta atrás desse cofre.

– Como que você…

– Previu isso tudo? Nha… Não sou tão inteligente assim. Só sou precavido. Caso você tivesse falhado, era só lhe matar, caso tivesse vencido, era só eu ignorar. Mas o empate é importante, entende?

Nesse momento, a mulher alta entrou na sala carregando o corpo da Yumeria. Mouri sentiu seu corpo gelar… Se antes ele não tinha muitas chances de vitória, aquela caveira gigante lhe dava a certeza da derrota.

– Aqui está. – Dizendo isso ela jogou o corpo no chão, como um saco de lixo descartável. – Mais alguma coisa?

– Vou precisar da sua ajuda com a “atuação” da morte do Mouri. Ah! Eu nem sei se ele ainda concordou… Então… Prefere a morte? – Ele novamente soltará o seu sorriso sarcástico.

– Não… Eu aceito… Só tenho que entrar aqui, certo? – Disse ele arrastando o cofre e vendo que de fato, atrás dele tinha um pequeno buraco onde poderia abrir uma tampa e revelar uma caixa de ferro com furos para respirar, disfarçada com os riscos dos azulejos.

– Exato. Ah! Ligue para o Inspetor Megure, faça a despedida mais convincente possível, irá ajudar no show. – Dizendo isso ele se virou e enquanto saia da sala disse “Só assim para você sobreviver, ao raiar do dia, ela virá lhe buscar. Seja bonzinho.” Fechando a porta Kuro derrubou um entulho na frente para impedir que ela fosse aberta novamente.

Em seu caminho da saída, ele viu Kudo deitado no chão, e com um sinal da mão, fez a mulher que era tão alta que ele, mas passava a sensação de ser o dobro do tamanho, carregá-lo. Ele deixou o jovem escondido em uma moita em frente ao estágio e jogou o sobretudo nele. Mal sabia ele que isso não era necessário, porque assim que eles saíssem da vista, Haibara iria com o Hakase para pegá-lo.

E com um pequeno aperto de botão um imenso rugido foi solto. A estrutura do estágio eclodiu em sua maior parte, a outra foi coberta em chamas tão altas que poderiam chegar até o que seria o segundo andar do lugar.

– Quanto gastamos nessa brincadeira mesmo…? Não importa, foi divertido. Mas tentarei economizar na próxima. – Ele ria enquanto balançava a cabeça e cantarolava.


Mouri sentiu todo o local tremer, seu corpo foi jogado dentro do compartimento como um grande brinquedo, mas assim que ele se estabilizou, ele voltou a digitar para o Megure. Que do lado de fora gritava o nome do detetive e queria entrar no local, mas era impedido pelos colegas de trabalho. Ele não suportaria perder mais um amigo.

Mas sua luta foi interrompida pela mensagem que receberá. Ele normalmente ignoraria, mas queria notícias… E ele as obteve:

           “Nós estávamos certos sobre a cerveja. Realmente um gosto ruim… Mas tive que beber dela. Não se preocupe, estou acostumado com a ressaca. Só não deixe a Eri e a Ran descobrirem, elas brigariam comigo. Mouri.”

Para muitos, essa mensagem não faria qualquer sentido. Mas para o Inspetor Megure, Satou e Takagi era a melhor mensagem que eles poderiam receber. Porque era uma referência ao dia do enterro do detetive colegial Kudo Shinichi quando eles bebiam no bar.


Em meio aos ruídos de destruição, uma ligação foi feita.

“Ah… Como sou um idiota… Eu podia fazer uma ligação… Explicar melhor para o Megure, lhe dar detalhes mais apurados sobre Kuro… Mas estou aqui… Gastando meu tempo antes da falta de oxigênio me botar para dormir para ligar para ela…”

– Querido…? O que está fazendo me ligando a essa hora?

Perguntava a voz do outro lado da ligação, surpresa, mas firme.

– Não me faça perguntas agora… Só me deixe… Falar algumas coisas. Eu estarei… Fazendo uma viagem… Isso… Você poderia cuidar da Ran enquanto isso?

– Uma viagem? E que barulheira é essa? Querido o que… – Sua voz começou a ficar preocupada.

– Sabe Eri, eu me arrependo de muitas coisas… Mas algo que nunca me arrependerei é de ter te conhecido… Quando eu voltar da minha… Viagem… Por favor… Dê-me mais uma chance? A Ran iria amar isso…

– Querido?! Onde você…

Nesse momento a ligação tinha sido desligada… Provavelmente Mouri decidiu desligá-la antes que ele perdesse a consciência.

“Não é só a Ran que iria amar isso…”

“Eu também.”


No outro dia de manhã, quando as chamas estivessem terminando de serem extintas, uma mulher entraria no local e sairia com um grande saco de lixo. Ela estaria vestida de bombeiro e diria que fazia parte dos entulhos. Ela não seria vista de novo, mas dois corpos seriam encontrados. Um da Yumeria Yoko, outro que seria analizado como sendo de Mouri Kogoro…

E mais uma vez o Japão choraria… Protestos se estenderiam sobre a polícia, questionamentos sobre quantos grandes nomes seriam perdidos até que a polícia prendesse o assassino. A situação com a população ficaria delicada, a imagem da polícia diminuiria drasticamente, mas mesmo nessa situação, Megure, Takagi e Satou estariam calmos e trabalhariam da melhor forma possível. Graças a essa calma, Megure recuperaria seu cargo.

Seria um mês praticamente burocrático no departamento de polícia. Acalmar a população e a acidez da mídia por visualizações era um inferno que o Superintendente Matsumoto já estava acostumado, mas não muito feliz dessa vez de lidar com.


Mouri Ran chorará com a notícia, mas se acalmara quando Kaito Kid a garantiu que ele estava vivo, que ele estava fingindo sua morte. E ele não foi o único a lhe dizer isso. Obviamente, ela foi liberada para ir até sua mãe. Ela ainda não acreditava no que Kid a dissera, mesmo que quisesse. Ela já tinha perdido a crença no mundo e o espírito do olhar, mas sua mãe lhe disse o mesmo.

– Minha filha, Megure veio mais cedo até mim para dizer que seu pai fingiu a própria morte para poder capturar o Caos de Tokyo. Então, entenda o que irei lhe dizer. – Ela secava as lágrimas da filha e tentava acalmá-la com sua voz, que mesmo firme, transmitia dor. – Nós iremos dizer à mídia que vamos fazer um enterro somente para os familiares… E não faremos um enterro. Eu quero acreditar que seu pai está sim vivo.

Ran concordou com a cabeça e abraçou a mãe com força. Ela estava convicta, que mesmo que isso fosse uma mentira, ela iria acreditar nela e que, com todas as suas forças, ela iria se juntar ao Kaito Kid para capturar o Caos de Tokyo.


Na casa do Agasa Hakase, os três que sabiam de tudo tentavam comer, mesmo que sem fome, um café da manhã.

– O próximo sou eu, não é mesmo? – Disse o professor finalmente.

– Sim… E dessa vez, estou disposto a jogar sujo. – Concluiu Kudo. Seu rosto transmitia ódio… Nenhum dos dois que viram sua expressão gostou do que viam, mas compreendiam tal ira tinha um bom motivo para existir.

Muita coisa estava sendo perdida nessa guerra… A polícia a confiança da população, os bombeiros seus membros, as famílias a coragem de sair na rua…

Mas o que dava mais medo de ser perdida, pelo menos para a pequena garota de cabelos castanhos, era a integridade do seu parceiro.

Capítulo II: Mouri Kogoro

FIM


ACABOU PORRA! Nossa… Demorou tanto para isso chegar ao fim… Mas sendo sincero, me animei TANTO com esse final que acabei postando ele todo de uma vez…
O capítulo II do Mouri Kogoro tem ao todo:
25.960 Palavras
2235 Linhas
828 Parágrafos
92 Páginas

Um LONGO capítulo… E já adianto: O DO HAKASE NÃO SERÁ TÃO GRANDE ASSIM e.e
Nossa, como to feliz, vou sair para comemorar \o/

PS.: QUERO COMENTÁRIO NESSA PORRA, SE NÃO NÃO TEM MAIS FIC NESSAS FÉRIAS CARALHO!

17 thoughts on “FIM! FIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM!

  1. maravilhoso mano me emocionei ai putz
    agora tambem não va demorar a postar a do hakase
    isso ta muito bom

    acho que por ler meus comentários percebi-se que não sou muito crítica
    beeeeem foi lindo

    aff tenho que melhorar com as palavras

    1. Vai depender dos comentários u.u Depois de 6 horas escrevendo quero uma recompensa porra e.e Dá trabalho e.e

  2. MEU DEUS,MAS QUE FINAL!! QUERIA TER VISTO O ROSTO DO KUDO NESSA HORA
    animadíssima para a parte do Hakase.
    Só uma coisa eu não entendi, talvez não tenha lido direito,mas… quem era o Kudo rindo na parte passada? ainda estou bugada.
    Me emocionei muito com a conversa do Kogoro e da Eri meu deus, que coisa linda e trágica, até eu to pensando que ele morreu, mesmo já sabendo dos esquemas auhsuauhsahush
    Já to vendo a Ran fugindo da casa do Kaito (que por sinal, se fosse eu, ficaria lá quietinha com ele e-e) só pra acabar sendo sequestrada, como sempre -q
    éééé achei outros dois erros na escrita, espero que não se irrite comigo avisando sempre ;w;
    “Coisa que Yamamoto [que] constantemente tentava” [logo depois do primeiro período(eu não sei se tá realmente errado,mas achei estranho esse “que” na frase)]
    “Puxando Yumeria para trás [segurança] a cabeça da garota com força” (quando o kuro oferece um acordo ao kogoro)
    Poucas pessoas comentam nos caps, agora estou com medo da fic não continuar ;w; será que comentar várias vezes conta?

    1. Era o próprio Kudo Shinichi, por ter conseguido desarmar a bomba.
      Ela já saiu da casa do Kaito, tanto é que a mãe dela que a convence a acreditar na sobrevivência do pai.
      Obrigado pelas correções. Sempre são bem vindas o/
      Comentar várias vezes não conta, mas também é bem vindo u.u

      1. Eu vi que ela havia saído, mas achei que era apenas pra visitar a mãe, achei que ela teria que voltar para a casa do Kaito de novo :v
        Obrigada pelo esclarecimento :v eu tava jurando q o kaito tava de kudo -q

  3. Que gran finale!!!! Eu imaginei desde o começo do capítulo que o primeiro vilão subordinado do Kuro era a Yumeria! (Não sei explicar direito o porque desconfiei dela… Mas acho que em parte foi por causa do exagero em ser desajeitada e tímida). Amo suspense e mistérios assim! Dá para imaginar a fic como se fosse parte do anime. Eu fiquei imaginando uma expressão de ódio do Shinichi… Se bem que deve ser parecida com a que aparece em um episódio que ele vai com as crianças irritantes numa competição de pipa…
    Já disse várias vezes e não canso de repetir: estou ansiosa pela continuação! ^.^

    1. Vixi… Se acha as crianças irritantes, se prepara, que no caso do Hakase elas aparecem…

  4. bem…..eu tava sem nada pra comentar, mais sei como é ruim estar esperando algo sem ter previsão de quando sai, então vou comentar pra ajudar a galera que acompanha a fic…..

    Ps1- 3 imagens só pra o comentário n ficar sem nada, alguém reconhece algum dos animes?
    https://imgur.com/a/qbZgKqv

    1. Você gosta muito de animes de robôs né? Então… Tipo assim… Eu não gosto, então provavelmente nunca irei reconhecer esses animes Cults de robô que tu compartilha as imagens

      1. Só um era de robô, mais okay ;-;
        Os outros 2 eram só cults normais mesmo…
        E eu n gosto muito de animes de robôs, só vi uns Gundans e code geass :v

        1. Animes cults que conheço: Mushishi; Devo conhecer/assistido mais; PORÉM, não lembro no momento;

          1. Na verdade, do jeito que as coisas estão, qualquer coisa de qualidade razoável de uns anos atrás tá sendo considerado cult…….
            Acho que dizer que algo é cult n significa mais quase nada, então….. sinceramente eu não consigo pensar em nada pra dizer

          2. Cult ainda é algo vintage (antigo) que tem alguma mensagem intelectual envolto no seu enredo. Se SAI desse tipo de classificação, não é Cult.
            Se alguém te apresenta algo fora disso… Sei lá… JoJo e fala que é cult: Manda tomar no cu

          3. o problema é, a galera vê mensagem intelectual em tudo!!!!!!

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