E faz tempo que não trago a fic né? Mas relaxem,  tem cerca de 20 páginas de fic guardados hehehe

Como, novamente, tem muito o que ler, serei breve: COMENTEM DESGRAÇADOS!
Caso estejam perdidos: “Último post da fic

Boa leitura

Ps.: 4 páginas e meia, 1.831 palavras SÓ essa trecho que estou postando.
Ps.²: A parte que apresenta os personagens tem: 9.801 palavras 28 páginas.
Ps.³: SIM, já tem o início do caso escrito, onde ocorre o primeiro “Enigma”. Estou esperando um conhecido avaliar o nível do enigma… Pedi para a Thaís, mas ela se ateve de comentários…


Aizu estava sério sobre sua mesa segurando um pote de macarrão instantâneo, ele esta come ele aberto deixando o odor do sabor de carne do alimento se espalhar. Casualmente ele levantava o macarrão a boca e soprava levemente.

– Erm… – Iniciou Megure. – Por que não nos fala sobre sua vida?

Kurimu devagou por um instante enquanto pensava na resposta e, em um movimento ágil e preciso, ele pegou os hachis de trás de si e os inseriu no recipiente, levando a boca uma boa quantia de macarrão e fazendo um barulho que chegou a ferir os ouvidos da Haibara que ouvia tudo pela escuta na gravata do detetive.

– Ela está chegando… – Disse ele após finalizar sua ação perturbadora.

E de fato, ela chegou. Entrando apressada, com uma respiração pesada e suor correndo o rosto, a quarta integrante da equipe misteriosa: Yumeria Yoko.

Em meio a sua recuperada de fôlego, ela segurava pastas e arquivos em seus montes. No mínino um meio quilo de papelada. Para aliviar seu peso, ela colocou sua bagagem na mesa de centro, o que fez Aizu fechar sua expressão em desgosto.

– Aaaaah… Em casa, finalmente… – Suspirou ela enquanto tirava o casaco e jogava-o sobre a cadeira, tudo isso enquanto se dirigia a sua mesa.

– Já lhe informei que esta não é sua casa, Yoko-san. – Disse Mitsuzawa com um olhar de empatia a subordinada.

– E eu já disse que me sinto tão a vontade aqui que posso considerar minha casa! – Respondeu ela com o nariz empinado enquanto fingia emburrar a cara, que ao final da frase virou um meigo e infantil sorriso para sua superior que o respondeu em igualdade.

– Indiferente disso, estamos com visita. Caso não tenha notado… – Complementou, enquanto se levantava para pegar parte da papelada.

Yumeria pareceu estupefata e começou a verificar as redondezas até que seus olhos alcançassem Mouri Kogoro e o Inspector Megure, que a encaravam em estado neutro de espírito.

– Ah… AHHHH!! – Ela em sua surpresa se virou com pressa e derrubou a própria cadeira, que fez seu desespero aumentar. Tentando recuperar seu casaco que estava debaixo da mesa ela escondeu a parte superior de teu corpo dentro do móvel, que após, dizer em alto e bom som “Posso pegá-lo depois!”, tentou voltar à posição que estava antes, batendo com a cabeça com toda a força na borda de sua mesa de trabalho. De joelhos no chão, enquanto segurava o choro e a cabeça, dava para se ouvir seus soluços de dor.

Mouri ia começando a se levantar para oferecer ajuda, mas foi parado por Aizu que acenou negativamente a atitude. Coisa que ele não veio a entender o motivo.

Yoko tentou se levantar e usando a mão esquerda como apoio ela acabou agarrando uma bandeja de frascos, que iria cair sobre ela, se Mitsuzawa não tivesse travado o outro lado da bandeja com um estilete na alça no ponto mais interno do objeto.

Finalmente ela estava de pé, e de frente aos dois detetives. Que estavam surpresos por tudo que vira…

– Hahahaha… P-prazer em co-conhecê-los… Me chamo Yumeria Yoko…- Disse ela vermelha de vergonha com os olhos molhados. – Eu n-não sou se-sempre de-desajeitada assim, ju-juro!

“Mentira…” Pensaram os dois em sua expressão incrédula.

– O que traz os dois a-aqui? – Perguntou ela tentando fazer o incidente menos constrangedor.

– Eles vieram nos interrogar para amenizar sua angustia sobre o caso referente ao “Caos de Tokyo” e Kudo Shinichi. – Disse Aizu terminando seu macarrão instantâneo com tranqüilidade e uma cara limpa. Frase essa que gelou o sangue dos dois homens que não esperavam isso dele em específico.

– Aizu-kun… Não diga coisas tão… Presunçosas, no máximo diga que eles vieram saber como melhor nos fazer uma festa surpresa… Apesar de que isso faz com que ela perca o elemento surpresa, não é mesmo? – Finalizou Yumi com seu sorriso frio e calculado.

Estavam evidentes as suas intenções, então não fazia sentido esconder mais o motivo do porque eles estavam ali. Tendo isso em mente, Mouri recuperando a vida em seus olhos voltou-se ao Aizu.

– Permita-me questioná-lo mais uma vez, usando da pergunta do meu amigo: “Porque não nos fala de sua vida?”

Kurimu sorriu e com sua expressão de desdém característica, em ritmo começou a cantar:

– Nascido em São Cristovão, morador de Madureira, desde pequeno acostumado a subir ladeira…

– STOP! – Gritou Saiko em desespero. – Você não vai começar a cantar a música daquele músico brasileiro que a Yumi-san nos mostrou um dia desses! Só responda a pergunta! Você canta mal…

Aizu pareceu legitimamente ofendido, suspirou e disse:

– Me recuso… O máximo que irei permitir que vocês descubram sobre Minha pessoa é: amo “Lamém”, “Miojo”, “Macarrão instantâneo” e sorvete. Se quiserem me presentear com alguns sabores raros dos mesmos, poderei dizer mais sobre mim.

“Tirando o sorvete é tudo a mesma coisa…” Pensaram os dois decepcionados com a resposta.

Como, aparentemente, um dos quatro não queria cooperar, Mouri decidiu arriscar um “Approach” mais duvidoso.

– Já que você não quer falar sobre você… Permita-me tentar falar por ti… – Megure se assustou com essa frase. “Você me parece bem acordado Mouri-kun!”, pensou ele.

Mas ele não foi o único que se assustou com essa proclamação, todos na sala se interessaram inclusive a Yumi, que girou em sua cadeira para encarar o homem que estava prometendo o mais difícil.

Mouri começou a encarar a mesa do rapaz, que tinha na parte de cima, diversos potes de macarrão instantâneos abertos, com exceção de um. Na extrema esquerda, ele estava hermeticamente embrulhado em plástico e sua embalagem escrita em uma língua desconhecida por Mouri. Mas as cores da embalagem, verde e amarela, permitiriam um chute.

Além do lixão que, com certeza, para o jovem tinha significado. Existiam uns livros de balística, feridas de bala, medicina, psicologia e um aleatório e bem cuidado de culinária. O interessante é que eles estavam empilhados em ordem alfabética.

Fora esses objetos, a mesa estava impecável. Era impossível saber o conteúdo das gavetas, mas não era necessário. O que quer que tenha dentro delas estaria guardado com zelo. Deixando a mesa dele de lado, Mouri encarou o que seria o objeto de dedicação do mesmo no momento que eles entraram na sala.

A mesa de centro estava com folhas à direita do ponto de vista do Mouri, organizadas aparentemente pela pasta que as cobrias, não só cor e formato, como também, marca. E seguindo para esquerda viria: Conjunto de vidros de laboratórios organizados em fileiras por tipo e, aparentemente, tempo de uso; Uma bacia diversas sacolas etiquetadas com um letra imensa em destaque, novamente, de A à Z; Canetas, cadernos, borracha, corretivo, tudo separado e posto em um quadrado invisível sobre a pesa; E por fim, a papelada traga por Yumeria esparramada sobre o espaço final;

Mouri estava “pronto”, mas pela primeira vez, ele não tinha aquela confiança de “melhor detetive do mundo” que se encarregava de fazê-lo dizer suas teorias, seja ela as pressas ou não, sem medo de errar. Aquilo era uma aposta… Mas disposto a tomá-la, ele começou sua dedução.

– Se fosse para defini-lo em uma palavra seria: Metódico. – Ele encarou Aizu que se demonstrou inabalado pela palavra, fazendo Mouri ficar receoso de continuar, mas agora já era tarde. Tinha que não só explicar o raciocínio, como complementá-lo com mais descobertas. – Digo isso porque tudo que você faz possui uma organização. Deixa tudo ordenado, sejam até mesmo as menores coisas… Quando fora de recipiente você imagina um, como o caso desses materiais de papelaria, que você organizou em um espaço de área equivalente à bacia de evidências do lado. Aizu-san… Corrija-me se eu tiver errado: Você vem de uma família de requinte, não é mesmo? – Dessa vez, Kurimu levantou o cenho direito. Reação frágil, porém, para alguém tão sem expressão quanto o mesmo, era uma alegria gritante para Mouri ela existir. – Quero dizer… Mesmo sem ter a intenção de nos dar respostas você nos recebeu a sua frente com extrema educação, e suas palavras sempre são rebuscadas no sentido mais cordial possível. Você demonstra respeito pleno aos seus superiores, mostrando que é politizado, sem falar no seu gosto especial pela comida instantânea que, somente pessoas que só comem coisas melhores, poderiam ter… Afinal de contas, seria algo raro para seu paladar rebuscado…

– Continue. – Incentivou Kurimu, somente estendendo a mão em sinal de permissão ao monólogo.

– Outra evidência do seu extremo respeito para com seus superiores, está nesse macarrão instantâneo que aparenta ter vindo do Brasil. Alguém que goste tanto de “miojo” não teria uma coleção embasada somente em uma peça rara, certo? Provavelmente você permanece com ela aqui por ser presente da sua chefa… Ah, outra coisa que reforça a minha idéia de você vir de uma família de requinte está no tipo de literatura em sua mesa, medicina é um curso caro, sem falar quando especializado em balística. Você deve ter adquirido um gosto particular por culinária recentemente, já que esse livro de receita aparenta ser novo… Erm… Espero não ter esquecido nada…

Todos estavam ligeiramente, surpresos. Bem… Megure estava mais que surpreso. Ele queria dizer alto e bom som “Bom trabalho Mouri-kun!”, mas se conteve enquanto uma gota de suor fria percorria o detetive de bigodinho que encarava seu alvo de análise.

Após um breve silêncio, sem demonstrar qualquer reação, Aizu finalmente se manifestou:

– Meus parabéns, grande detetive dorminhoco Kogoro-san. Mas devo reclamar sobre dois pontos…

Mouri congelou. Dependendo dos pontos ele seria completamente desmoralizado ali, o que poderia interferir diretamente na última pessoa a ser interrogada.

– Primeiro: Não me considero metódico. Acho as pessoas a minha volta que são desleixadas em demasia; Segundo: Você não poderia ter feito sua dedução em ordem de tema?

Esse comentário tirou toda a tensão dos ombros do homem que se afundou na cadeira. Ele tinha conseguido, mas algo o fez se ajeitar de volta… Ele sentiu em suas costas um olhar frio e penetrante, que fez sua alma estremecer, ele virou-se para tentar descobrir a fonte, mas assim que virou a sensação tinha desaparecido. Tirando Aizu que permanecia sentado em sua mesa, os outros três estavam do outro lado da sala. Saiko aparentemente tinha voltado a mexer no armário… Quando ele tinha ido para lá?

– B-bem… Creio que você não falará mais nada sobre você, não é mesmo Aizu-san? – Perguntou Megure sem jeito.

– Vocês sabem minhas condições. – Confirmou o jovem firmemente. – Podem ir para a Yumeria-san, mas não creio que ela valha o tempo de vocês…

Essa frase parecia não só desconexa, como ofensiva e desnecessária. Ao perceber que ela seria a próxima, Yumeria Yoko começou a separar as cadeiras de forma desajeitada para receber os detetives. Usando a própria cadeira como oferta, os dois se sentaram esperando que ela fosse se sentar-se à mesa, mas a mesma esquecerá que estava sem o acento e foi direto ao chão, batendo com a nuca no móvel atrás dela, e novamente, proclamando soluços de dor.

13 thoughts on “Entrevistado de hoje: Talvez o Sorvete…

  1. Bom…eu vou ler mais um capitulo, n lembro o que eu tô, mais vou ler mais 1 ainda hoje

    1. Pode esperar outro comentário nesse post com o que eu achei do capítulo :v

      1. ah, seria uma boa ideia dar uma atualizada na pagina da guerra de kuro em historias….

          1. estou la eu lendo a fic e comendo o biscoito tranquilamente( https://pa1.narvii.com/5741/9b983b266b25aba86751806d9cc9dcc1bfa0240e_hq.gif )quando de repente….
            https://nexushub.co.za/images/gallery/00000/752_anime_arakawa_01.jpg

            UM SPOILER ABSURDO, ate agora eu tinha tanto cuidado com os spoilers de conan q n tinha levado nada grande, principalmente algo desse nivel….

            sobre a historia, suas habilidades de apresentar ela estão melhorando bastante, principalmente em fazer ela parecer mais natural(a historia ta cada vez menos “forçada”, mais ainda tem espaço pra melhorar) os personagens porem precisam de mais cuidado, serio, grande parte do potencial deles não ta sendo utilizado, você tem que melhorar isso, (no 1- do meu comentário sobre a introdução (no post de nome ideias verdes incolores dormem furiosamente) eu dei algumas dicas sobre caracterização, não sei se você se lembra, mais elas podem ajudar, mesmo que pouco)
            também percebi que você ta meio que “subestimando” alguns personagens (de jeito nenhum que o megure só ia perceber algo estranho com carta na mesa só com o mouri falando, meu deus, se duvidar ate o yamamura percebia que tinha algo estranho quanto mais o megure, serio, não é porque os casos do anime são resolvidos praticamente só pelo shinichi que os policias vão ser incapazes)sobre o enredo, bem eu recomendaria que você adicionasse algumas partes com um clima mais tranquilo ou algo do tipo, pra desenvolver outro lado dos personagens

            Ps- quer me convencer a ler outro capitulo?
            https://myanimelist.cdn-dena.com/images/characters/5/311046.jpg
            Emma Sheen dia da morte 22/02 o (T ヘ To) (╥ω╥) . · ゚ ゚ * (> д <) * ゚ ゚ ·. (╥﹏╥)

            faça algo no dia que eu leio mais um capitulo

          2. Sorvete… Assim… É uma fic… Não há necessidade deu trabalhar personagem que JÁ tem sua obra e está trabalhado nela… E EU AVISEI INFINITAS VEZES QUE HAVIA SPOILER NESSA OBRA! E não há mais desculpas para receber spoilers, a Thaís já traduziu todos os episódios e.e

          3. Seus argumentos pro problema do spoiler são bons demais, não posso refutar, apenas aceitar ;-;

  2. É impressão minha ? Ou aqueles quatro são policiais desajeitados e engraçados como nos filmes e séries de comédia como yoko yumira essa desastrada pode ser desastrada mas por dentro por ser muito diabólica ela parece com o Eisuke ou até ainda pior kkkkkk
    Kogoro e megure parecem estarem arrependidos por entrevistarem essas pessoas que para eles não merecem estarem no cargo da policia .
    Conan e Haibara devem estarem a sorrir e rir com as trapalhadas desses policias .Espero pelo próximo entrevistado e o crime .

      1. Entendo mas eles devem conhecer quem é o assassino e estão tentar captura-lo deve ser algum ex amigo e colega deles que virou-lhes costas e tornou-se num assassino sádico e eles estão impedir que ele faça mais vitimas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *