É hora de dar início ao “Case Part”…

Vamos aos “Ps’s”;

Ps1.: 1.792 palavras, 4,5 páginas.

Ps2.: Não postei antes porque voltei para faculdade… E já estão me deixando pobre…

Ps3.: Lembre-se de tudo que falei nas duas partes anteriores:

“Estou em dúvida se ligo o foda-se para opinião e resoluções de vocês, ou espero elas para definir como seguirei com o caso (após o enigma).”

Ps4.: AINDA quero…


Capítulo II

Mouri Kogoro

Case Part

            Enquanto voltava para casa na tarde daquela noite, Edogawa Conan tentava assimilar tudo que vivera na casa do seu cúmplice Kaitou Kid. Era inegável que sua presença era necessária, caso contrário, Mouri Ran perderia as bases lógicas de sua origem ou do local a qual pertence. Ela não podia sair na rua, estava atrelada aquela casa, para sua própria segurança. No início, era o medo que “ele” fizesse a ligação do Kudo a ela, depois, após a lista das pessoas que seriam os participantes “cegos” dos jogos, o motivo do medo era por que ela é filha de Mouri Kogoro.

Porém, por estar com sua liberdade limitada, ela acabou tendo como um vínculo ao mundo e a realidade externa, somente o ladrão do luar, que por empatia, aos poucos foi dando regalias a alguém que antes estava isolada basicamente a um quarto. Essas regalias foram dando a idéia errônea a Ran de que ela estava sendo salva por ele, e assim, criando um vínculo sentimental “torto”…

Sua cabeça doía… Muito… Reconstruir aquele momento, em busca de pistas a uma solução… Davam-lhe vertigem… Talvez soltá-la e convencê-la a ficar com a Eri… Não… No momento nem se quer o Mouri sabe que está sendo visado, e não tem como saber que tipo de jogo ira se desenrolar… Talvez Kuro pegue alguém próximo como refém… Tendo isso em mente, a Eri também está em perigo, porém ela é uma mulher astuta e vive em um ambiente bem guardado em sua boa parte do seu tempo.

Será que ela ficaria na casa da Sonoko? Não… Sem querer ofender a corporação Suzuki, lá é tão aberto quanto qualquer outra casa na visão de um grande bandido… De fato, não há lugar mais seguro para a Ran que a casa do Kaitou Kid. Ela foi aceita até mesmo pela colega de classe do mesmo… Que é uma surpresa ser filha do homem que o caça tão firmemente.

Seria cômico, se não fosse trágico… “Sindrome de Estocolmo”… Muitos tem a ideia errada sobre a sindrome… Pensam que ela é só referente a quem é maltratado por aquele que a pos em cativeiro e mesmo assim, cria vínculo afetivo… Mas não é isso.

A sindrome caracteriza-se por três sintomas principais em momentos de crise, se não me falha a memória… Sentimentos positivos da vítima ao captor; Sentimentos positivos do captor para com a vítima; Sentimentos negativos da vítma para com aqueles que gerenciam a crise…

Adicionando a isso, parece que, por causa da perda de “Kudou Shinichi”, a Ran está vendo no Kid um substituto emocional, principalmente que ele é naturalmente parecido comigo… Por isso ele disse que na pior das situações eu teria mais trabalho com ele… Arg… Só de lembrar…

“ – Conan-kun! É você mesmo Conan-kun?! Eu estava com tanta saudade, como anda todo mundo?!

            – Ran-neechan… O que você está fazendo? – Perguntou o garoto atônico.

            Ela sem entender o motivo da pergunta ponderou um pouco, até que chegou uma conclusão.

            – Ah, isso? – Perguntou apontando o avental. – Estou fazendo omelete, da última vez o Kaito-kun não ficou muito feliz com o peixe, quem diria que existiria um japonês que não gostasse de peixe!

            Ela rira meigamente enquanto tampava a boca em tentativa de alto controle, risada esta que se ampliou quando Kaito disse que não era um crime.

            – Erm… Não… Porque você está fazendo a janta? – Ele não estava conseguindo acreditar.

            – Ué Conan-kun! O Kaito-kun é bastante ocupado sabe… E ainda assim está cuidando de mim, não custa nada eu fazer a janta para ele, não é mesmo? – Perguntou ela inocentemente.

            – Você… Não está… “Presa”… Aqui? – As palavras doíam… Porque eram verdades que não deveriam ser necessárias de serem ditas.

            – No início até que eu pensava assim… Mas depois eu entendi que era para o meu bem. Lá fora está muito perigoso, não? E foi o Shinichi que pediu ajuda do Kaito-kun antes dele… – Ela não queria concluir esse raciocínio, e sacudiu essa lógica para longe junto com a cabeça. – Aliás, porque você não fica aqui também? Tenho certeza que o Kaito-kun não vai se importar. Né? – Disse ela se virando para o “anfitrião” em seu sorriso infantil. Que só conseguiu soltar um “É…” fraco.

            – Não preciso Ran-neechan… Se eu ficar aqui, quem é que vai cuidar do Shonen Tantei Dan? – Era uma desculpa, e dizê-la doía mais que qualquer mentira que ele já tenha dito. – Eu só vim porque o Kaito-niichan disse que estava com você na casa dele, no início eu não acreditei, mas… Você não dizia para ninguém onde estava. Kogoro-ojisan esta preocupado, e muito…

            – Eu imagino que sim, mas…

            Nesse momento a campainha tocou, todo mundo no local ficou em silêncio, e uma batida na porta violenta se seguiu. Após mais um curto silêncio, deu para se ouvir uma voz feminina gritando:

            – KAITO! EU SEI QUE VOCÊ ESTÁ AI! RESPONDA! PORQUE VOCÊ NÃO ESTÁ INDO NA AULA?!

            “AOKO?!” Pensou Kid perdendo instantaneamente sua “poker face”, Kudo ainda estava perdido em pensamentos, e não se importou muito naquela que batia a porta, mas a primeira pessoa que teve uma reação o deixou mais perdido que antes. Ran se levantou e foi até a porta, para abri-la. Kaitou tentou segurá-la pelo braço para impedir, mas era tarde de mais. Como a porta não tinha sido trancada, ela só tinha que girar a maçaneta, e “tcharam” Aoko com sua mão levantada, pronto para dar uma segunda pancada na porta ficou boquiaberta com quem a recebia.

            “Quem?” estava estampado em sua face, e ela levou essa interrogação até o colega de turma que estava paralisado logo atrás da garota. Ainda perdida, ela encontrou uma criança a qual outro “Quem?” foi levantando em seu rosto, e ficariam assim, em silêncio por um bom tempo se Ran não tivesse aberto a boca.

            – Boa tarde, sou Kuroba Ran, prima do Kaito-kun, e você seria? – Disse ela com um sorriso meigo e natural, ao ponto de fazer Conan perder as forças na perna… “Ela está encobrindo ele… Não que seja ruim na devida situação, mas…”

            – Pri-prima? – Aoko tentou processar a informação, mas acabou trabalhando no automático. – Aoko Nakamori, prazer em conhecê-la! E esse garoto seria? – Disse ela abrindo um sorriso forçado.

            – E-edogawa Conan. Eu vim visitar a Ran-neechan e o Kaito-niichan, hahaha…- Ele respondeu o sorriso forçado com um igualmente complexado. E todos acabaram por dançar a música tocada por Ran.

            – Aoko-chan então! O Kaito-kun já me falou de você algumas vezes! Você é a colega dele da escola, não é? – Dizia ela com seu sorriso inocente enquanto juntava as mãos e abria espaço para que ela entrasse.

            – Hum? Ah! Sim, sou sim… Sinto muito, mas é a primeira vez que ouço falar de você… Erm…

            – Ran! Pode me chamar de Ran. Mas, môoo… Saber disse me chateia Kaito-kun. Por causa disso você terá uma porção menor da omelete, hunf… – Complementando com uma cara emburrada ela se moveu em direção à cozinha. – Vai querer que eu faça um pouco para você Aoko-chan?

            – Não obrigada… Eu só vim saber o porquê do Kaito não estar indo a aula… – Ela disse indo esperando a resposta do até agora mudo colega, que iria responder, porém, novamente a única que estava agindo de forma “natural” o fez.

            – Provavelmente é por minha causa… Infelizmente eu estou precisando de ajuda com umas… Questões… Mas achei que ele teria informado o colégio… Kaito-kun. – Após confirmar que ele a encarava, com um leve sorriso ela deu o veredicto. – Menos omelete para você.

            – Daqui a pouco eu nem irei jantar! – Reclamou ele finalmente recuperando sua atuação.

            – Ora, tem o peixe de ontem se você quiser, e é bom que sobra mais para mim e o Conan-kun, não é mesmo Conan-kun?- Disse ela enquanto se curvava para o garoto que não conseguia mais fingir um sorriso, somente uma cara de pena e empatia que a Ran não conseguiu compreender.

            A conversa se estendeu, até o momento que Aoko se foi. Edogawa jantou com os dois e atualizou a Ran daquilo que era cabível dizer. Muitas vezes ele quis dizer “Shinichi-niichan está vivo! Volte para casa!”, mas se controlou… Kaitou raramente falava, não parecia aquele mago esnobe que encantava multidões.

            Após o necessário, Conan se despediu e Ran demonstrou profunda tristeza com esse fato, mas em nenhum momento cogitou ir junto, apesar de ter oferecido que pelo menos ele dormisse ali. Negando a oferta, Mouri demandou firmemente, que pelo menos, Kid o levasse até em casa, já que Tokyo estava muito perigosa.

            Ele concordou, e como se quisesse dar a facada final no pequeno detetive, ele deu a chave a ela, pediu que trancasse, e se algo acontecesse ligasse. Na pior das hipóteses, fugisse. Ela concordou com os conselhos, e assim que os dois saíram da casa, a porta foi trancada… Ela não precisava nem cogitar fugir, o Kid deu a idéia diretamente, e mesmo assim, ela ficou.

            Para aliviar a tristeza que fazia a criança aparentar ter envelhecido de dor. Kid disse que caso ela tentasse fugir, tinha aliados de olho na casa para segui-la. E o motivo dessa informação, não era dizer que estava garantida a segurança dela, mas sim, que ela ainda poderia querer fugir do cativeiro.

            No ônibus Kid tentou amenizar o impacto daquela tarde, respondendo as perguntas do companheiro de forma tranqüila, para passar a sensação que “ainda” estava tudo bem.

            – O quanto ela sabe sobre você?

            – Ela sabe que sou Kaitou Kid, mas acredita que Kuroba Kaito é mais um associado que permitiu que eu assumisse sua aparência e casa para abrigá-la.

            – Por isso daquela resposta dela… Mais alguma coisa?

            – Que eu estou fazendo isso a pedido do Kudo Shinichi. Em nenhum momento eu dei a certeza de sua morte, porém, nunca fiz o contrário também. Ela assumiu que de fato você está morto com a notícia após ter passado um mês do incidente na ponte… Foi a partir daí que ela…

            – Que ela começou a se prender a você, o último que teve ligação direta comigo… E conseqüentemente…

            – Começou a apresentar a “Síndrome de Estocolmo”…

            Eles ficaram um pouco em silêncio, pensando na situação.

            – Você acha que…

            – Que tem solução? Bem… Acredito que quando você terminar esse jogo ingrato com o Kuro, e puder novamente se mostrar “vivo” para ela, a princesa irá recuperar a realidade nos seus olhos, porém…

            – Com seqüelas… Certo?

            E novamente o silêncio, mas dessa vez ele não foi quebrado até a “boa noite” de despedida quando Conan desceu no ponto para ir andando até a casa do Agasa Hakase. O que nos retorna para o agora.”

13 thoughts on “E começa a partida…

  1. Conan ficou surpreso por Ran saber a identidade do Kaito kid porque Kaito quis revelar a ela e Aoko tinha que aparecer elas ainda não se conheciam ainda mas na tua fanfic eles ficaram a conhecerem-se coitado do Kaito ficou em Omelete o conan ficou com mais sorte kaito kid ficou com ciumes kkkkkk
    Bem Conan poderia confiar no kaito porque apesar de manter a ran no cativeiro sabe que é pelo próprio bem dela e sabia que a Ran vai querer fugir do cativeiro para ajudar a policia a apanhar o Kuro mas kaito tem aliados mas embora que não pareça ran é muito esperta ela vai dar o jeito de fugir dos aliados do kaito e do cativeiro .
    Conan tem que planear muito bem para o regresso do shinichi e enfrentar o Kuro .
    Me pergunto se os jovens detectives vão aparecerem seria bom se eles aparecessem para enfrentarem o perigo acabariam mortos com certeza .
    Vej conan shinichi e kaito kid juntos a capturarem kuro . Quando sai outro pedaço ?

    1. Cris, adoro quando você comenta, mas seria legal você dar uma organizadinha em seus comentários, as vezes me perco neles. Quanto a quando sai a próxima parte: Se tudo der certo, semana que vem na quarta.

      1. Ok mas pelo menos faz um pouco maior tenho certeza que os leitores estariam interessantes em ler capitulos grande e ainda por cima os rascunhos

        1. Eu estou postando pedaços menores, justamente porque os grandes o pessoal não estava lendo =/

  2. Escreve bem, mas mano, podia em todos os posts sobre, colocar os links das outras partes, as vezes to lendo, aí esqueço de alguma coisa, tenho que sair, procurar a outra parte pelo site, e depois voltar, acabo perdendo o animo.

    E estou esperando eu aparecer na parada

    1. Seiya, todas as partes anteriores já estão na aba “Histórias” do site. Sem falar que se você escrever: “A guerra de Kuro” na lupa lá em cima, o site vai mostrar todos os posts relacionados

  3. Lembra da cena do Live Action que a Ran “flagra” o Shinichi abraçando a Shiho?
    Podia mostrar algo assim na fanfic que eu acharia interessante.

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