Pior que ta parecendo e muito…

Ps1.: 1.741 palavras; 5 páginas;

Ps2.: Vamos ir vendo a resolução de vocês… E diferente dos outros posts da história, esse eu só vou postar a próxima parte DEPENDENDO do comentário de vocês; (ela já ta feita)

Ps3.: E vou seguir com esse método por um tempo, por causa da faculdade e porque quero feedback relacionado a história mermo…

Ps4.: Quero…


– Demorou! – Reclamou a pequena de cabelos castanhos. – Eu tentei te ligar diversas vezes, onde você estava? Eu e o Hakase até mesmo fizemos uma analise da nova equipe forense, nosso tempo é curto, não?

Normalmente a esse ponto, Conan já teria respondido a pelo menos uma pergunta. E Haibara exigiria sua atenção, mas percebeu que o parceiro estava abalado com algo.

– O que aconteceu? – Perguntou ela com uma voz amável e em suave tom de legitima preocupação e carinho.

– Hum…? Ah… Nada… Não se preocupe. – Como se dissesse isso para si mesmo, Kudo tentou focar sua mente naquilo que ele poderia solucionar no momento. – Me fale sobre os suspeitos…

Ela iria impedi-lo de seguir em direção ao computador e anotações que estavam sendo segurados pelo Agasa que estava igualmente preocupado, mas percebeu que pressioná-lo sobre o que quer que o incomodasse no momento só pioraria a situação. “Talvez após ele trabalhar um pouco ele consiga digerir o problema melhor…” Pensou ela tentando por sua “pose” de durona e ficar séria.

– Primeiro a líder do grupo, Yumi Mitsuzawa…

E assim, eles passariam a noite, trabalhando em cima do perfil dos suspeitos mais prováveis de serem os atores do próximo ato. Levando em conta todas as possibilidades, tentando perceber qualquer frase torta, qualquer mentira, duplo sentido, qualquer coisa. Não existia um crime ainda, então era somente no perfil de cada um que eles poderiam pensar… Mal sabiam eles, que só teriam aquela noite para se preocupar exclusivamente com o perfil.


Tokyo, a grande metrópole, porém, diferente das outras grandes metrópoles como New York, que nunca dorme, esta estava em sono profundo.

Ela era agora dos mestres da noite, dos seres que andam despercebidos até mesmo pelos membros do seu próprio clã. São bêbados, fanfarrões, bandidos, entre outros. Se escondendo da luz tanto do sol, quanto da vida dos que seguem o seu rumo de cabeça erguida. Muitas vezes, nem se quer davam valor, assim como muitos, para os que automatizados passavam o seu dia.

Para aqueles que espreitam a escuridão da cidade, eles são os protagonistas de uma trama infinita e o resto, figurantes. Talvez isso seja fruto da solidão que os cercam, tirando raros compatriotas encontrados no vazio, somente o silêncio das construções e o piscar das lâmpadas tão oscilantes os acompanham.

E é no meio dessa selva silenciosa que os predadores se locomovem e preparam seu terreno, suas armadilhas, seu show. Troféus de um metro de altura foram entregues a diversos lugares, cobertos em uma caixa com um imenso laço vermelho. Caixas pesadas e frias de metal. E para cada lugar a onde esse troféu deveria ser entregue, um caminhão chacoalhava timidamente pela penumbra das luzes amareladas e fracas. Mesmo que vistos fora de hora, algo tão “público” assim raramente atrairia a atenção dos sórdidos. Algo tão simples externamente, e ao mesmo tempo, tão chamativo. Não seria recompensador, a não ser para o festejo dos “normais”. Presentes de aço entregues a estação, ao jardim, ao teatro, as ruas.

Tudo cuidadosamente disposto com carinho para o público que receberia tal presente com olhos curiosos e alegres, fotos e mais fotos, compartilhamentos e questionamentos online sobre o objeto que os fascinava em sua simplicidade.

Mal sabem eles, o povo em geral, que não há presente sem remetente. E quando esse nome, esse papel, está em falta, se suspeita dos gregos. E mesmo que fossem os gregos, seria melhor que aquele que de fato articulou o embrulho, cujo nome combinava com as intenções e com a alma. Kuro deixou espalhado seu desejo que em um tic-tac esperou no silêncio do seu confinamento o grande show.


Era cedo quando Conan voltará para a agência do grande Mouri Kogoro, e apesar do horário, o mesmo não se encontrava no local. Verificando a secretária eletrônica do telefone em sua mesa, era claro que o Inspetor Megure tinha ligado mais cedo… Bem cedo…

A chamada marcava as 5:38 da manhã. E aparentemente durará pouco… Conan ainda não tinha dormido, mas sua preocupação não permitiria que o fizesse. Em busca de uma direção, ele tentou ligar para o Ossan, que deixou a chamada em aberto, até que caísse na caixa de mensagens. Eram 9 horas… Já tinha dado um bom tempo. Tendo isso em mente, ligou a televisão na expectativa de obter a resposta. E felizmente a conseguiu.

No jornal matinal era informado de presentes de metal espalhados pelo centro da cidade e que a polícia estava montando um cerco entorno do mesmo com esquadrões anti-bomba. O motivo: O tinir de um relógio era audível.

Os locais já descobertos com os misteriosos embrulhos eram: Quatro na estação de Tokyo; Dois em sua redondeza; Um no jardim externo do Palácio Imperial; Um no teatro de Kabukiza; E mais um no meio da rua que iria a encontro com a Avenida Shin-Ohashi-Dori;

A apresentadora deu o alerta, que caso mais algum presente fosse encontrado, era para ser informado a policia e que deveria manter-se distância segura dos mesmos.

Edogawa já tinha as informações necessárias. Com seu skate e telefone em mãos, ele se dirigiu a estação de Tokyo. Afinal… Era lá que tinha mais dessas embalagens. Ele ligava para a parceira, que assim como ele, não dormirá muito. Porém, estava mais bem disposta, pois trocava em turnos com o Agasa Hakase no auxilio das informações ao pequeno detetive.

– Haibara!

– Bom dia… – Respondeu ela em um bocejo.

– Kuro fez sua jogada!

Essas palavras espantaram o sono da garota melhor que qualquer café.

– Você tem certeza?!

– Sim… Ligue a televisão que você verá a notícia. Estou indo atrás do Occhan. Fique ligada na TV para mim, qualquer coisa nova me ligue.

– Okay. – Respondeu ela já esperando o telefone ser desligado. Ela ligará a TV e começou a se servir de uma caneca de café. O que Kuro estava planejando?

– Kuro… Maldito… Não… Não foi o Kuro… – O sangue até agora adormecido de detetive do garoto começou a se despertar.

“Não era esse o roteiro para os jogos…” Pensou o garoto enquanto desviava dos veículos em alta velocidade.

Eu não direi quando a partida irá começar, nem quanto irá durar. Mas será fácil perceber quando acabar. A seguinte só irá começar com o fim da anterior. Não necessariamente logo em seguida. […] e não serei eu a administrá-las.”

“Alguém iniciou essa partida… Mas quem?” Ele tentava traçar o perfil dos suspeitos em sua mente, mas era em vão… Poucas pistas…


Demorou um tempo até ele chegar à estação de Tokyo. Ela estava lotada e cercada de policiais por todos os cantos. Era quase impossível se infiltrar no meio da grande barreira feita pelos homens que buscavam a segurança da população. Ele só precisava de um conhecido, uma pessoa para chamar o nome e distraí-los, alguém como…

– Detetive Takagi! – Gritou o garoto que, ao fazê-lo, fez os policiais encará-lo, e como o Takagi respondeu em igual tom “Conan-kun?!”, os homens fardados, instintivamente viraram para a origem da voz atrás deles, e assim, criando a brecha para a criança correr em direção ao bom amigo oficial que tentou repreender a atitude do garoto, como sempre, em vão.

– Detetive Takagi, você viu o Kogoro-Ojisan?

– Ele está com o Inspetor Megure tentando analisar uma dessas caixas em frente à estação. – Disse ele apontando para a estação um pouco mais a frente, onde muitos homens do esquadrão anti-bomba se aglomeravam.

– Existe alguma dessas caixas dentro da estação?

– Não. Estranhamente, apesar de elas parecerem ser bombas, estão todas do lado de fora da estação, quatro a cercam, porém a uma distância aparentemente segura das paredes… Então mesmo que explodam, desde que não tenha ninguém por perto, não devem causar grandes estragos.

“Estranho… Se esse for o plano inicial do aliado do Kuro, não há vítimas em potencial… E caso elas explodam, seria um ‘empate’ seguindo a premissa do mesmo… Será que…”

“Independentemente de quem estiver vencendo, mas claro, quem estiver na frente acabará determinando o final… E tenha certeza. Empate é o pior resultado.”

“Ele está querendo forçar o empate?! Não faria sentido uma disputa se ele o fizesse…”

Com essa preocupação em mente, o garoto correu em direção apontada pelo detetive que clamou seu nome em vão. Ele corria em direção a Mouri Kogoro que estava próximo de uma das caixas a analisando somente com os olhos.

– Ojisan! – Gritou o garoto enquanto se aproximava.

– Conan-kun?! – Respondeu Megure surpreso… Bem… Nem tanto. – Quem deixou você entrar?

– Me desculpe Inspetor Megure, ele correu em direção ao Mouri-san por conta própria. – Disse Takagi recuperando a compostura retirada pela breve e inesperada corrida.

– É que… – Conan iria se explicar quando recebeu um soco na cabeça do Kogoro que sem dizer uma palavra, apontou para fora do círculo.

“Ossan…?”

Takagi iria começar a levar Conan para fora, quando o relógio da estação indicou às 10 horas e começou seu informativo. Em meio ao barulho do mesmo, as pessoas próximas as caixas encararam atônitas o embrulho se abrir, exibindo o que parecia ser um troféu com uma cobra no meio com sua cabeça apontada para o céu. Em sua base tinha um letreiro eletrônico que após um instante exibiu algumas palavras.

“Mouri-san! Mouri-san! Hoje estamos em Sodoma, amanhã à noite em Gomorra, serás que tu poderás impedir que Deus desça com sua ira?”

Após essa mensagem enigmática, um contador de 2 minutos e 40 segundos deram início. Todos começaram a se afastar do objeto que possivelmente explodiria, mas pararam ao perceber que algo era jogado no ar com uma pressão absurda. Saindo da boca da cobra, dando início a uma chuva fedorenta… Um cheiro particular cobria todo o ambiente, e por causa da pressão do jato, se espalhava para além da barreira e ia até o publico que confuso se banhava naquela água misteriosa.

“O que é isso? De onde eu lembro esse cheiro… E essa frase… ‘Sodoma’ e ‘Gomorra’… Esses nomes não me são estranhos… E essa contagem de número estranho… 2:40 minutos…”

O sangue congelou, ele entendeu a mensagem, Conan ia gritar o alerta, o que era necessário ser feito, mas antes de fazê-lo, sentiu um olhar penetrante sobre suas costas. Ele buscou rapidamente a origem, mas não a encontrou… Ou melhor… Ela não vinha dali… Ele imaginou aquele olhar… Era um alerta do seu subconsciente…

Quem deve descobrir o significado dessa frase e avisar as pessoas, é ninguém mais que: Mouri Kogoro…


Com as pistas que eu dei já dá para ter uma ideia do que pode vir a acontecer, será que vocês descobrem? =V

16 thoughts on “A morte parece uma benção…

          1. Só reconheci Arakawa under bridge e Nichijou… Me sinto triste agora por dois motivos…
            1º Pelos seus comentários terem 0 relação a fic, mesmo você dizendo estar entediado;
            2º Por eu ter deixado de ser uma biblioteca de animes…

          2. bom, esse seu argumento foi realmente muito bom, vou ver mais um capitulo da fic e depois comentar, espere um daqueles meus comentários chatos onde eu faço questão de dizer que até nos pontos que você melhorou você ainda pode melhorar(simplesmente por eu não me sinto bem só elogiando :v)

            Ps: humm então não reconheceu um certo anime eim
            http://i.imgur.com/pfC4Os2.jpg
            bom, pelo menos você reconheceu os outros 2
            https://myanimelist.cdn-dena.com/images/characters/11/271405.jpg
            bom, espere meu comentário sobre o cap da fic que eu vou ler
            https://pm1.narvii.com/5996/0eb1a31e8cfebdeb3e7354133e8d9e7958036f08_hq.jpg

  1. Esta aprendendo bem a escrever comigo.

    Mas não coloca esse título, mano… to com gastrite…

      1. Mas foi erro meu. Misturei bebidas, com remédios e andei fumando. Agora tenho que me cuidar mais.

        A propósito, quando eu apareço na estória?

        E quando vão começar a lançar os eps desde o 1?

  2. Bem conan está indo muito bem o kuro já iniciou criando uma bomba para iniciar o caos e foi o primeiro deles e ainda há mais por vir muito mais acho que o suspeito ou suspeita deve ser a yumi porque ela é sarcástica e acho que pessoas sarcásticas são as culpadas mas não sei
    Kogoro tem que aceitar a ajuda do conan pois ele sabe como deter esse kuro .

  3. Cara eu estou muito ansiosa por mais capítulos da fanfic! Eu percebi que a amizade/cumplicidade do Shinichi/Conan com Kaito foi praticamente a resposta de uma pergunta que fiz há um tempo atrás… kkkkkk Dos personagens novos que foram apresentados recentemente, eu acho que a Yumi sabe quem é o cúmplice do Kuro e está encobrindo até ter fatos mais concretos. Sobre o primeiro movimento que o Kogoro está envolvido, eu acho que o gás que foi liberado é um gás inflamável (não diga!) em que qualquer tipo de faísca vai praticamente fazer o mesmo trabalho de uma bomba e sobre o culpado da vez eu acho que é a Yumeria Yoko…

    1. AMEI o comentário. Cheio de expectativa, teorias e resoluções. Como fiquei feliz com esse comentário, você não tem IDÉIA!
      Irei perguntar se você não gostaria de elaborar suas idéias: Por que a Yumi sabe quem é o cúmplice?
      Por que um gás inflamável?
      Por que Yumeria Yoko?

      Você faria minha semana se elaborar essas questões, mas se não quiser, no problemo. Você já fez meu dia.
      Muito obrigado

      1. Mals pela demora da resposta… Sabe como é trabalhos da faculdade… Ninguém merece! Fiquei um bom tempo relendo a fanfic para ter certeza da minha teoria. Eu ainda acho que Yumeria Yoko é culpada, porém não consegui um ponto muito convincente e consistente, e por causa disso eu apenas coloquei um fato que fez sentido na minha dedução.
        – Pela especialização da Yumi, ela deve ter percebido que o corpo que foi levado para análise forense foi forjado com DNA do Kudo Shinichi implantado ou colhido do corpo em questão e trocado o rótulo do tubo de ensaio para a comparação… Ela pode ter achado dois tipos de DNA diferentes, onde um é predominante em todos os segmentos do corpo e o outro estava em desnaturação das fitas. Tendo isso como base, a suspeita cai direto em Yumeria que analisa a cena em si, então para forjar os dados para confundir os resultados da análise não seria difícil para ela.
        – Para mim, me pareceu que o perfil psicológico de Yumeria Yoko é um pouco instável na personalidade onde ela varia muito rápido entre uma personalidade tímida e desajeitada para uma extrovertida (mesmo que uma pessoa tímida se solte com conhecidos, sempre fica um resquício de timidez… Experiência própria!) Ela parece ter o mesmo tipo de personalidade de Wakasa – Sensei (episódio 889-890) e por ter ouvido muitas histórias do pai dela que trabalhava no departamento de incêndios, ela sabe muitas maneiras de causar explosões… No caso um gás espesso o bastante para tomar o ambiente aberto e se espalhar, por exemplo uma mistura de propano e metano que aumenta muito o risco de explosão com qualquer tipo de faísca para iniciar a combustão e acho que seria um gás inflamável por conta da referência à história bíblica de Sodoma e Gomorra, onde caiu fogo e enxofre do céu e as duas cidades foram queimadas.
        Acho que é isso…

        1. Eu vi sua resposta pelo aplicativo do celular enquanto estava na faculdade, mas decidi esperar voltar para casa para responder a tamanha beleza que fará meu final de semana pura alegria.
          Primeiramente, o óbvio: MUITO OBRIGADO!
          É por esse tipo de comentário que eu crio fic/postagens.
          Segundo: Fato, faculdade dá muito trabalho…
          Terceiro: Adorei seu processo lógico em todos os aspectos, principalmente porque significa que conseguirei lhe agradar E te surpreender com a resolução que planejo.
          Quando estava escrevendo, meu maior medo era não conseguir trazer lógica as minhas ideias e elas ficarem desconexas. Mas o seu comentário me trouxe luz e um ponto de vista diferente do que estou acostumado (Meu amigo psicótico Haseo…)
          Só tem algo que você deixou escapar nessa sua resolução, e que nesse fragmento a qual conversamos está a resposta do equívoco. Eu entendo o motivo do porque desse erro (Meio que fiz de propósito, porque eu posto partes pequenas por postagem, mas não é algo grande para criar um verdadeiro suspense sobre), mas ao mesmo tempo a dica para a “realidade” é uma pequena oração de 4 palavras XD
          Do mais,
          Novamente, MUITO OBRIGADO! Só com seus comentários já estou disposto a postar a próxima parte na quarta feira. Eu ia enrolar, esperar encher de comentários, porque ninguém de fato faz muitos comentários relevantes de livre e espontânea vontade… (Eu meio que pressiono o Sorvete…)
          Ps.: Eu ia até pedir a Thaís para deixar eu “segurar” o episódio dessa semana, para o povo deixar de ser ausente u.u
          Mas só o teu comentário já me fez satisfeito para com essa semana! ^^

          1. nah, eu não me sinto pressionado, acho divertido comentar, principalmente quando sei que tem alguém que gosta dos comentários :v

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